Economia & Negócios

Estacionamentos fechados da área central estão mais caros

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Está mais caro parar o carro em estacionamentos fechados do Centro da cidade, principalmente naqueles localizados na rua 1.º de Agosto, considerada a área nobre do setor. Há cerca de um mês, os proprietários decidiram elevar os preços, que, segundo eles, não eram reajustados há seis anos. Hoje, é possível encontrar preços diferentes atravessando a rua, uma vez que alguns mantiveram o aumento, outros voltaram atrás e outros, ainda, nem arriscaram reajustar.

Num estacionamento em rua “nobre”, os preços passaram de R$ 2,00 para R$ 3,00 a hora. Caminhonetes pagam agora R$ 4,00. De acordo com um dos sócios, Paulo Roberto Rodrigues Madureira, o movimento caiu de uma média de 3.200 carros por mês para 2.700, mas o aumento foi inevitável.

“Fizemos uma reformulação grande e decidimos aumentar os valores do rodízio e dos mensalistas”, afirma Madureira. Segundo ele, o custo trabalhista também ficou maior nesse período. “Houve uma chiadeira no começo, mas o pessoal entendeu que faz seis anos que não há alteração nos valores, e nesse tempo houve variação de custo para todos os estacionamentos e para o comércio em geral”, diz.

Na quadra seguinte, no estacionamento de Roberto Oda, o preço chegou a subir para R$ 3,00, mas as reclamações dos clientes e o “estresse” causado fizeram com que ele voltasse para o antigo preço de R$ 2,00 a hora. “Para quem paga aluguel como eu, não compensa (aumentar). É preferível ganhar no giro do que no preço”, declara.

De acordo com Oda, o preço mais baixo em relação aos vizinhos fez com que aparecessem novos clientes no seu estabelecimento. “Se sobe R$ 1,00, o pessoal vai procurar outro lugar”, observa.

Com o mesmo receio de perder fregueses, Daniel Oshima, proprietário de três estacionamentos no Centro, resolveu fazer um aumento não-linear. Na rua 1.º de Agosto, ele manteve os antigos R$ 2,00 por hora. Nos outros, mais distantes do “centro nervoso” - bancos e Calçadão da Batista de Carvalho -, os preços subiram de R$ 1,00 para R$ 1,50 na rua Virgílio Malta, e R$ 2,00 por hora, na rua Azarias Leite.

“Não dá para deixar R$ 3,00 aqui com um (estacionamento) de R$ 2,00 ao lado”, afirma Oshida. Mas lamenta: “Faz seis anos que eu estou no mesmo preço, e o aluguel subiu, a água subiu, o salário dos funcionários subiu”. Segundo ele, o movimento melhorou onde o preço não subiu e diminuiu onde houve reajuste.

Pressa

Para quem trabalha, faz compras ou vai ao banco na área central de Bauru, muitas vezes as vagas escassas obrigam o motorista a pagar para os estacionamentos. Quando surge uma vaga, porém, a rua tem a preferência de muitas pessoas - afinal, uma hora de Área Azul custa R$ 0,75. “Quando tem vaga na rua, eu prefiro estacionar na rua”, afirma a funcionária pública Adélia Renal. Ela diz que não pagaria R$ 3,00 para estacionar, preço que considera “um pouco abusivo”.

Para a empresária Perla France, decidir pela rua ou pelos estacionamentos fechados depende da pressa. “Às vezes eu paro na rua, outras vezes, no estacionamento”, diz, embora ache que os estacionamentos são mais seguros. “Às vezes vale a pena pagar R$ 3,00”, afirma.

A empresária também critica a dificuldade em encontrar os vendedores de folhas da Área Azul, motivo que já a fez, algumas vezes, preferir os estacionamentos. “Por várias vezes, eu vim para o Centro com pressa, para ir ao banco, e não achava pessoal da Área Azul”, aponta.

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