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Taxidermia usa vítimas de acidente

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Os animais utilizados na taxidermia são doados por criadores e zoológicos ou recolhidos, quando sofrem algum acidente. A professora Ana Maria Vieira comenta que muitos animais são atropelados em estradas, e podem ser utilizados para fins científicos. Mesmo quando o animal sofreu um grande choque e teve sua pele machucada, seu esqueleto pode ser aproveitado.

“Queríamos que o público tivesse essa consciência de conservar o animal, não matá-lo. Se um criador tem uma ave exótica, por exemplo, e ela morre, ao invés de enterrá-la, ele pode levar até uma instituição vinculada a um taxidermista. Se bem conservado, ele pode durar até 200 anos. Esta também é uma forma de preservar a natureza”, afirma a professora.

Como é proibido por lei transportar animais silvestres, mesmo mortos, Vieira orienta as pessoas que encontrarem um animal atropelado ou morto a ligar para uma instituição que faça a taxidermia científica, como a USC. “Assim, explicamos como ele pode fazer o transporte ou nós vamos até o local para recolher o animal”, diz.

Os animais podem ser conservados em baixas temperaturas, até que sejam preparados para o processo. A USC possui animais há cerca de seis meses, em freezers, esperando para serem taxidermizados. Assim, eles não perdem as características, como brilho do pêlo, das penas ou das escamas.

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