Há cerca de quatro anos, o Instituto Nacional de Estudos do Repouso (Iner) - entidade que confere o certificado der qualidade Pró-Espuma aos colchões - criou a Campanha Nacional de Renovação de Colchões. O objetivo era alertar e conscientizar as pessoas de que dormir em colchões vencidos pode causar problemas de saúde.
Na época, o Iner apresentou estudos indicando que muitos dos problemas respiratórios, como asma, bronquite, rinite e alergias são agravados pela ação dos ácaros que se alojam, principalmente, em colchões. Estima-se que 30% dos brasileiros são alérgicos e 10% têm asma.
A campanha anunciava que, no decorrer do tempo, os colchões são expostos a fatores como umidade, calor, suor e descamação natural da pele, que contribuem para a proliferação dos ácaros e outros microorganismos. Na época, o Iner estimou que pelo menos 100 milhões de brasileiros dormiam em colchões vencidos.
Para conferir o certificado de qualidade Pró-Espuma às empresas, o Iner realiza vários testes físicos nos colchões. Um deles é o de densidade, que determina qual a capacidade de sustentação do material em relação aos diferentes biotipos humanos.
A indentação (suporte de carga) avalia se o produto apresenta a rigidez necessária nas áreas de maior peso (ombros e quadris). O teste de fadiga mostra se o colchão está dentro dos limites estabelecidos para deformação natural.
O Iner também avalia a pureza da espuma, ou seja, a ausência de elementos estranhos à sua composição. Além disso, ainda são testadas a resistência ao rasgo da espuma, a capacidade de alongamento sem que haja ruptura e a elasticidade, que visam o conforto do usuário.