Outra comunidade de imigrantes que pouco a pouco vai mostrando sua cara em Bauru é a de coreanos. Eles chegaram na cidade há poucos anos, em menor quantidade, e se estabeleceram principalmente no comércio.
É o caso de Lucas Yung Min Yang, proprietário de lojas de roupas no Centro e nos Altos da Cidade. Ele chegou ao Brasil em 1968, acompanhado por dois irmãos e pelos pais.
O coreano conta que, na época, os problemas econômicos da Coréia impulsionaram muita gente a abandonar o país. “Estava ruim mesmo. Também tinha a ameaça da Coréia do Norte. Havia muita movimentação de imigração para países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Brasil”, diz.
Após uma viagem no porão de de um navio, que durou 50 dias, a família desembarcou em Santos e, posteriormente, instalou-se na Capital. Lucas montou uma charutaria para trabalhar com a mãe.
Após alguns anos, mudou-se para Bauru - cidade indicada por um amigo coreano - com a esposa e três filhos e montou uma loja de roupas. “Eu falei ‘vou para o Interior morar mais sossegado’”, conta.
A colônia coreana em Bauru ainda não é das mais representativas na cidade. Ao longo dos anos, a quantidade de imigrantes diminui já que o auge da imigração coreana para o Brasil aconteceu do final da década de 60 a 1980, aproximadamente.
Lucas conhece cerca de cinco famílias apenas. “Estão chegando mais coreanos, mas não como antigamente. Antes, era mais movimentação. Vinham famílias inteiras”, observa.
Ainda assim, os coreanos de Bauru tentam preservar traços da cultura de seu país. De acordo com o comerciante, essa preocupação é verificada principalmente na culinária - as famílias preparam diariamente comidas típicas.