A solicitação do vereador João Parreira (PSDB) para que o presidente da Câmara Municipal, vereador Renato Purini (PMDB), fosse destituído do cargo foi rejeitada ontem por 16 votos a quatro. O pedido surgiu após o indeferimento do recurso que questionava a adoção do quórum de dois terços na votação que arquivou a Comissão Processante (CP) do Feijão.
No mês passado, Purini decidiu que o processo contra o prefeito Nilson Costa (PTB), que tinha como objetivo de investigar irregularidades no fornecimento de feijão, precisaria de 14 votos para ter continuidade, decisão que gerou polêmica.
Após a votação de ontem, Parreira disse que recebeu o resultado com naturalidade. “Trabalhamos em um parlamento, onde prevalece a decisão da maioria. A minha preocupação era evitar que, no futuro, outros erros graves pudessem continuar acontecendo”, declarou.
Purini afirmou que houve bom senso dos colegas ao negarem o pedido para que ele deixasse o cargo. “O plenário decidiu com equilíbrio. Seria um absurdo o afastamento do presidente por decisões regimentais, baseadas na legalidade e na Constituição Federal. Diferenças pessoais e políticas não podem influenciar nos caminhos da Câmara”, disse.
Além de Parreira, votaram pela destituição os vereadores Toninho Garms (PSDB), José Clemente Rezende (PDT) e Luiz Carlos Valle (PSB).
Há 15 dias, o plenário da Câmara já havia rejeitado um pedido de CP contra Purini. Ele era acusado de cometer improbidade administrativa ao contratar a assessora Mariucha Aparecida Deliberal Lima, cujo serviço seria prestado pelo seu pai, Lázaro Ferreira Lima.