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Associação das auto-escolas vê desvantagens na mudança

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A realização das provas para a obtenção da CNH no Sambódromo já causa críticas antes mesmo da medida ter sido colocada em prática. “Não é um local adequado para isso, tanto que não é específico para esse fim. Ele não é dotado de infra-estrutura, ou seja, água, luz, telefone e sanitários de boa qualidade”, opina o presidente da Associação das Auto e Moto Escolas de Bauru, Carlos Roberto Alves.

Ele lembra que, no CT, são feitos apenas parte dos exercícios obrigatórios, como os de estacionamento, e que o percurso é feito fora do local “Esse trajeto não é pré-determinado, e sim definido pelo fiscal na hora. Não há um vício de circulação”, argumenta.

A proprietária de uma auto-escola, que pediu para não ser identificada, concorda. Ela acredita que, em função disso, a portaria do Detran não precisaria ser aplicada em Bauru e faz uma sugestão para que o problema seja resolvido. “Os instrutores deveriam ser proibidos de dar aula de percurso naquela região. Além disso, essa portaria não é de agora. Se eles tinham que se adequar a ela, porque não fizeram antes?”, questiona.

Outra proprietária de auto-escola, que também pediu para não ter o nome revelado, acredita que a mudança será ruim. “Os nossos instrutores têm comentado que para eles será complicado. Na pista do CT já há uma boa estrutura e não sei como será no Sambódromo. Vamos ver qual será a reação após o primeiro exame”, diz.

A polêmica repercutiu até mesmo no plenário da Câmara Municipal. Durante a sessão de anteontem, o vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), fundador da Associação das Auto e Moto Escolas, criticou a decisão. “Eu entendo que essa portaria é direcionada apenas para a Capital do Estado, porque lá eles não têm um lugar próprio para fazer o exame e os realizam nos bairros”, afirma.

Ele revela que irá propor medidas para garantir a volta dos exames ao CT. “Estou estudando a apresentação de uma moção de apelo ao diretor do Detran para esclarecer a situação “, garante.

O parlamentar Faria Neto (PDT) credita o problema ao governo estadual. “Ele não oferece a estrutura que as Ciretrans necessitam. Elas são mal aparelhadas e sem funcionários”, opina.

Para o delegado Donizete José Pinezi, as críticas são sem fundamento. “O Sambódromo vai precisar de alguma adaptação e de limpeza nos banheiros, mas é um lugar ideal”, opina.

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