A exportação de produtos agrícolas do Estado de São Paulo cresceu 36% neste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é do secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Antonio Duarte Nogueira Júnior.
Ele participou, ontem, da abertura oficial da 30.ª Grand Expo Bauru, representando o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Jornal da Cidade:
Jornal da Cidade – Qual a importância da Grand Expo para o setor agropecuário do Estado? Antonio Duarte Nogueira Júnior – É um dos grandes eventos do setor e destaca a importância que o agronegócio tem para a economia do País. Essa área tem sido a grande abastecedora de alimentos, de produtos de qualidade para o nosso bem-estar. Seus excedentes exportáveis estão contribuindo para fechar no azul e positivamente a nossa balança comercial. A Grand Expo Bauru, na verdade, acaba sendo uma vitrine, um grande showroom da agropecuária regional.
JC - Já há uma previsão de como será a balança comercial do Estado para este ano? Duarte Nogueira - Nós já temos dados parciais dessa balança. Comparando os períodos (de janeiro a setembro) de 2002 e 2003, nós tivemos um ganho de 36% nas nossas exportações, seja na exportação de carne bovina, de açúcar, suco de laranja, de frutas, grãos, todo um conjunto de elos das cadeias do agronegócio que compõe essa teia fortalecida que é a agricultura paulista.
JC - Há alguma novidade para o setor? Duarte Nogueira - No próximo dia 10, o governador estará lançando a subvenção do seguro rural, no qual estaremos atingindo primeiramente as cadeias de produção de milho, feijão, uva, banana nesta primeira etapa, juntamente com laranja, subvencionando o valor do prêmio do seguro rural para os agricultores com renda anual de até R$ 100 mil.
JC - No próximo sábado, terá início mais uma campanha de vacinação contra a febre aftosa. Como foi o desempenho de Bauru na primeira etapa? Duarte Nogueira - Bauru teve um excelente índice na última vacinação, em maio, com mais de 99% do seu rebanho imunizado. Nós queremos repetir a dose aqui na região, porque na verdade a sanidade dos nossos rebanhos têm sido um diferencial de qualidade de carne, do reconhecimento do apoio e do trabalho dos nossos pecuaristas e dos nossos profissionais da área da defesa agropecuária e acaba contribuindo para que nós, por oito anos consecutivos, não tenhamos um único foco de febre aftosa no Estado de São Paulo.
JC - Como São Paulo planeja expandir e incentivar o crescimento do agronegócio nos próximos anos? Duarte Nogueira - Nós praticamente cultivamos no Estado 18 milhões de hectares, dos quais 10,5 milhões vão para a ocupação de pastagens, 6,5 milhões para as culturas e 1 milhão para as florestas plantadas, de reflorestamento. A nossa meta é ocupar com verticalidade, ou seja, com produtividade, as áreas de pastagem em 1,5 milhão de hectares, reduzindo essa área para 9 milhões, aumentando nosso rebanho de 14 milhões para 18 milhões de cabeças, o que dará dois animais por hectare, o que é razoavelmente plausível, aumentando nossa área plantada de 6,5 milhões de hectares para 8 milhões nos próximos anos. Isso sem prejuízo do trabalho do reflorestamento. É uma maneira do Estado manter a sua responsabilidade de ser a maior plataforma agrícola do País, trabalhando na linha de qualidade, de rastreabilidade, de rotulagem e agregando valor e aumentando até mesmo o PIB (Produto Interno Bruto) que está na ordem de 41% de toda a riqueza que se produz por aqui.