Política

Conselho de Usuários de água é empossado

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Os membros do Conselho de Usuários do Serviço de Água e Esgoto de Bauru, empossados ontem, ainda não quiseram posicionar-se quanto a questões polêmicas relacionadas à água, como a proposta da cobrança de multa por desperdício.

O grupo é composto por representantes de entidades e associações da cidade e tem a função de discutir os problemas da cidade junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Nenhum dos membros do conselho quis tomar posição quanto ao projeto do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), rejeitado na Câmara Municipal no mês passado, que sugere a ampliação de multa aos consumidores que desperdiçarem água.

O principal motivo apresentado pelos conselheiros para a falta de posicionamento quanto ao assunto foi o fato de que o grupo ainda não se reuniu para discutir sua atuação e prioridades. Os cargos do presidente e da diretoria ainda não foram definidos.

Valcirlei Gonçalves da Silva, representante da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) no conselho, indica que o desperdício certamente será uma das preocupações dos conselheiros. “Por um lado, estamos usando mal nossos recursos, e por outro, estamos estragando o bem que ainda temos. Acredito que estes sejam os pontos principais que o conselho deverá trabalhar, e espero que comecemos logo a discuti-los. Quanto mais cedo começamos, mais cedo eles são resolvidos”, afirma, otimista.

Para o diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), José Luiz Miranda Simonelli, que também é conselheiro, o desperdício deve ser combatido, mas a aplicação de multa como punição ainda precisaria ser avaliada. “O objetivo principal não poderia ser só multar, mas sim criar uma cultura do não-desperdício”, diz.

Simonelli aponta ainda outra questão que deverá estar na pauta do conselho: a cobrança da taxa de esgoto pelo DAE. Ele comenta que o atual sistema não é coerente com os usuários que utilizam mais de 100 metros cúbicos por mês ou aqueles que têm poços artesianos. “Nem toda água que sai do poço vai para o esgoto. Não há coerência na cobrança destes valores, que oneram indevidamente e acabam por não atrair investimentos para o município”, declara.

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