Outubro chegou ao final ontem sem que nenhum caso de homicídio fosse registrado durante o mês em Bauru, fato que não se repetia desde julho de 2002. Neste ano, o último assassinato no município foi no dia 13 de setembro. De janeiro até agora, foram 33 ocorrências deste tipo na cidade, três a menos que mesmo período do ano passado.
Para o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Bauru, tenente-coronel José Alexandre Borin, a explicação para que o número de homicídios tenha caído a zero no último mês pode estar no trabalho de patrulhamento que vem sendo desenvolvido. “Estamos realizando operações e um policiamento mais intenso, principalmente naquelas áreas em que têm ocorrido esses delitos contra a vida”, diz.
O delegado Doniseti José Pinezi, que está respondendo pela Delegacia Seccional de Bauru, acrescenta outro fator que teria relação direta com o fenômeno. “A Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) tem feito grandes apreensões de drogas, que tiraram de circulação grande quantidade de maconha, cocaína e crack”, opina.
Ele afirma, ainda, que 506 armas foram arrecadadas e apreendidas pela polícia este ano. “Isto também ajuda na diminuição da criminalidade”, declara.
Prevenção
Pinezi lembra, porém, que é preciso ter cautela quando se fala em homicídio e que fazer previsões sobre o assunto é perigoso. “É um crime de difícil prevenção e, por isso mesmo, fica complicado saber quando ocorrerá o próximo caso”, diz o delegado.
O tenente-coronel Borin concorda. “Às vezes, também é de difícil esclarecimento ou de entendimento do motivo pelo qual ocorre, como os crimes passionais, que são quase sempre dentro do lar. Fica difícil prever, porque não temos como manter um policial militar em cada residência”, afirma.
Segundo ele, o trabalho da polícia é para que Bauru encerre o ano com menos homicídios do que em 2002, quando 47 pessoas foram assassinadas na cidade. “Para isso, precisaremos exercer um esforço cada vez maior em regiões cujos fatos dessa natureza ocorram. O nosso objetivo é tolerância zero, mas muitos desses homicídios surgem sem que a polícia possa, de alguma forma, inibir”, justifica.
Ao longo dos últimos meses, o índice de assassinatos tem variado no município. Foram dois em julho, sete em agosto (maior índice do ano), um em setembro e, agora, zero em outubro.
Cabe lembrar que, no último mês, a massagista Marta Karen Glaneri, 21 anos, morreu 23 dias após ter sido baleada por desconhecidos na casa em que morava e trabalhava, no Jardim Santana. Este tipo de caso, porém, normalmente é registrado como lesão corporal e não entra nas estatísticas de homicídio.
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