Tribuna do Leitor

ELES JURAM NÃO SER MARSUPIAIS; PORÉM, ADORAM O ODOR DO GAMBÁ


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No Brasil, há muita gente, principalmente na política e administração, que refuta a idéia de pertencer ao grupo dos marsupiais; contudo, sente-se confortavelmente bem, ao aspirar o odor do gambá. Com isto, os marsupiais brasileiros estão se tornando cada vez mais atrevidos, porque sempre encontram o apoio naqueles que dizem não pertencer à família, mas que adoram o suave odor exalado pelo animal. Os exemplos, além de inúmeros, são de estarrecer, pela ousadia, pelo completo desprezo às normas da dignidade, pela afronta ao direito das pessoas probas, dos cidadãos honestos.

Hoje eles invadem, não apenas os barracos das favelas; alojam-se em ricas mansões, e até em palácios. São esfomeados, atrevidos, sem compostura. Apoderam-se de tudo que podem, a fim de satisfazer sua voracidade, deixando pelo caminho trilhado: as fezes, a baba, o visco, o odor. A política, atualmente recheada com elevado número dessas espécies, que visam interesses materiais próprios, está se tornando cada vez mais desacreditada. Com ela também, a própria administração vem perdendo a sua credibilidade.

É isto na realidade, o fator predominante, que vem entravando o desenvolvimento da nação brasileira. É a mescla, é a intromissão da marginalidade, na política e administração, que está descaracterizando essas áreas de poder da nação. É o afrouxamento das normas de dignidade no setor público, que permite o acesso de ratazanas, raposas e gambás, às áreas públicas administrativas, deteriorando a dignidade, a confiabilidade na política e administração, em todo território nacional. Em tais setores, não se pode permitir a interferência de egoístas, inescrupulosos, gananciosos, nepóticos, falaciosos, concupiscentes, dissimulados, coonestos, inautênticos. São estes familiares de ratos e marsupiais, que deixam o rastro da sua voracidade, da imoralidade, da podridão.

Tenham em mente, os senhores responsáveis pela administração da nação, que o corporativismo sadio não é maligno. O que destrói a nação, o que está destruindo o Brasil é o corporativismo sujo, bandalho, que faz deste o centro de apoio para os desclassificados, desmoralizados, marginalizados, metamorfoseados de políticos e administradores. É o opróbrio, é uma indignidade assacada contra a nação brasileira. Conscientizem-se, senhores políticos e administradores: “quem faz suas refeições em companhia de marginais, com certeza, faz parte da quadrilha”! (Áureo Corrêa de Souza)

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