Regional

Hospital tem nova manifestação hoje

Da Redação com Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - A comissão de funcionários responsável pelas mobilizações em prol da Fundação Hospital Amaral Carvalho (HAC) realiza hoje, às 9h30, nova mobilização em favor da instituição.

Usando camisas ou camisetas brancas, os manifestantes querem demonstrar apoio ao hospital. Devem participar médicos, pacientes, familiares, voluntários, amigos e a população em geral.

De mãos dadas, todos os participantes contornarão o prédio do Amaral Carvalho numa grande roda, formando um abraço gigante, numa demonstração de solidariedade diante dos últimos acontecimentos.

Segundo informou a assessoria de imprensa do hospital, o diretor-superintendente da instituição, médico Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro, participará hoje de nova rodada de negociações com o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, às 16h, na Capital.

“Vamos à negociação, mais uma vez, na esperança de que não haja outros interesses que não o bem-estar da população e o adequado atendimento dos pacientes portadores de câncer, através do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou o diretor por meio de sua assessoria.

Doação

A Fundação Hospital Amaral Carvalho recebeu, na sexta-feira passada, a visita de três representantes dos funcionários da Volkswagem de São Carlos, que trouxeram um cheque no valor de R$ 1.460,25, referente à campanha do McDia Feliz, para doação à Enfermaria de Pediatria Oncológica.

José Ferreira, Márcio Morosin e Léia Rodrigues Duante, coordenadora de Funcionários Voluntários da Volkswagem, foram recebidos pelo diretor-administrativo, médico José Antônio Barata de Almeida Bueno, e pelo diretor-tesoureiro, também médico, Ricardo Cesarino Brandão.

Eles visitaram a pediatria, acompanhados pela médica pediatra Cláudia Tereza de Oliveira, quando foram informados dos investimentos já realizados no local com recursos das campanhas do McDia Feliz, organizadas anualmente pelo Instituto Ronald McDonald’s.

Até agora, segundo informou a assessoria do hospital, foram adquiridos móveis, equipamentos, brinquedoteca e computadores para aulas de informática e recreação das crianças portadoras de câncer.

Para Tobias, HAC foi injusto

“Eu falo o que acredito. Sei que posso errar, pois não sou dono da verdade. Mas acho que eles foram injustos com a Secretaria de Estado da Saúde e com a DIR de Bauru”, disse o deputado Pedro Tobias (PSDB) sobre a polêmica criada em torno da dívida do governo do Estado com o Hospital Amaral Carvalho (HAC), de Jaú.

Na opinião do parlamentar, a diretoria do hospital teria sido ingrata ao fazer acusações de calote e ao dizer que a instituição seria obrigada a dispensar pacientes por causa das restrições que serão impostas pelo Estado a partir de 2004.

“Eles foram ingratos, porque a secretaria sempre ajudou. E é demagogia pura dizer que pacientes não vão ser aceitos”, declarou o deputado.

Segundo dados da Diretoria Regional de Saúde (DIR-10) em Bauru, o hospital tem superado o teto das despesas com procedimentos de quimioterapia e radioterapia todos os meses, há pelo menos quatro anos.

“Eles sempre faturaram além do teto e sempre foi pago. Mas chega um ponto que tem de entrar no eixo, como todos os outros hospitais”, disse Pedro Tobias.

Segundo ele, outros hospitais da região também não receberam o que foi gasto acima do teto, nem por isso saíram às ruas para manifestações públicas contra o governo.

Segundo informações do Amaral Carvalho, a Secretaria de Estado da Saúde tem uma dívida de R$ 1,2 milhão com o hospital. Esse valor refere-se a procedimentos extras de radioterapia e quimioterapia realizados em agosto e setembro.

O deputado criticou também os protestos da diretoria do HAC contra a ampliação do atendimento a pacientes com câncer pelo Hospital Manoel de Abreu, em Bauru.

“Dizer que a secretaria vai tirar dinheiro do Amaral Carvalho para usar na ala do Manoel de Abreu não está certo”, disse.

Segundo ele, o tratamento existe em Bauru há mais de dez anos e foi feita apenas uma reforma para oferecer um atendimento mais digno aos pacientes.

Na opinião do deputado, a questão passou a ser tratada de uma forma bairrista, como se fosse uma disputa entre Jaú e Bauru para medir quem consegue mais recursos do governo.

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