O Brasil está podre. O cheiro fétido da corrupção, do mal planejamento, e pior, a obliteração do estado, cerca todos os corredores hospitalares que mais parecem pântanos dos desesperados. A situação lastimável em que se encontram nossos terrificantes SUS (Sistema Único de Saúde) é uma malevolência escaldante. Isto é, a demanda de verbas a tal plano de saúde é irrisório aos sentidos humanos. Não é de se estranhar, portanto, a evidência do campo minado chamado de hospitais e a carência do número de postos de saúde, pois faltam leitos, atendimento cordial, e profissionais. A pífia remuneração aos médicos do sistema público é o pólo de repelimento para uma melhor qualidade tanto aos territórios assistenciais quanto dos assistidos. Pois o apavorante é o descaso e desamor com que são tratados os enfermos. Obviamente desta parte Augusto dos Anjos teria asco! Isto tudo não é algo estratosférico ao entendimento humano brasileiro, infelizmente é o de praxe dos noticiários e jornais. Vivemos num país onde os que se dizem sóbrios revolucionários brincam com a saúde - gleba esta imperativa ao ser humano.
Some-se a isso o fato do atual governo Luís Inácio Lula da Silva ter surrupiado imensuráveis erário da saúde e investido no projeto de combate à miséria. Quanto a isso, resta para nós - cidadãos fantoches - chorar como as carpideiras de velórios. Ou seja, esta solução é exorbitantemente cosmética. A verdade solar é que a sociedade torna-se um habilidoso camaleão, pois sempre de separa com a sua verdadeira face diante do espelho dos fatos, mais que depressa, retoca a espessa maquiagem não reconhecendo como sua, as principais doenças do tecido social. Sendo assim, muitos ventilam que saúde seja nascimento, vida e morte com dignidade - só que a nossa funerária com moral - incrivelmente - não existe. (Marcelo Gonçalves Rodrigues - Estudante - RG. 43.908.480-5)