A primeira edição do programa “Popstars”, que o SBT criou em 2002, foi tudo o que a Globo queria e não conseguiu com não sei quantas versões do seu “Fama”. Ao final do programa, que selecionou cinco meninas, surgiu o Rouge, que fez todo mundo balançar ao som da “Ragatanga”.
Sem julgar a qualidade musical do produto - que de qualquer modo teve um acabamento de primeira - o grupo foi um fenômeno. Vendeu 1,2 milhão de discos, milhares de DVDs e transformou as cinco meninas, que até cantam direitinho e são bonitinhas, em ícones teen. NO final do mês passado a emissora concluiu a repetição da fórmula, só que desta vez com os garotos. O resultado acaba de sair pela Sony Music.
“BR’OZ” é o disco de estréia do grupo do mesmo nome formado por André Marinho, Filipe Duarte, Jhean Marcell, Matheus Rocha e Oscar Tintel, todos jovens na faixa dos vinte e poucos anos escolhidos (entre 34 mil candidatos) a dedo para agradar a garotinhas. Isso inclui, além da habilidade vocal e do visual descolado (como no caso do Rouge ou dos Backstreet Boys, cada integrante um tipo físico bem marcado), a capacidade de fazer as velhas e boas coreografias em conjunto.
A julgar pelo disco de ouro na primeira semana, é melhor se preparar para ouvir BR’OZ por alguns meses. Os integrantes estão curtindo muito a fama repentina, embora não admitam abertamente. “Nós queríamos ter a chance de mostrar nosso trabalho, foi por isso que nos inscrevemos e participamos do programa”, afirma o brasiliense Filipe.
Ele conta que ficou com o pé atrás na hora de se inscrever para o programa por não ter sido chamado das vezes em que tentou participar do “Fama”, na Rede Globo. Sobre o disco, Filipe diz que o quinteto está satisfeito com a sonoridade: “tem de tudo um pouco, muita música para dançar então agrada a todos”, afirma.
Como o processo de escolha dos cantores/bailarinos foi demorado, a escolha de repertório e todas as decisões sobre o CD ficaram nas mãos de Rick Bonadio, um expert em lançar novos talentos (entre eles os Mamonas Assassinas, além do Rouge, claro). Como diz o cantor, as opções rítmicas são variadas, assim, o resultado é um disco pop para consumo rápido nas danceterias teen e nada mais.