Polícia

Polícia Militar reforça segurança nas bases

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A série de ações praticadas desde domingo por criminosos contra postos policiais, carros e delegacias da Grande São Paulo e do litoral fizeram com que o 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI) reforçasse a segurança nas seis bases comunitárias de Bauru. Os atentados mataram dois policias, um deles o sargento Fábio Soares, 51 anos, cuja família mora em Ubirajara (66 quilômetros a Sudoeste de Bauru). Ele foi enterrado ontem, na sua cidade natal.

O comandante do 4º BPMI, tenente-coronel José Alexandre Cintra Borin, afirma que não pode revelar qual o foi o aumento do efetivo, mas confirma a preocupação com a segurança das bases. “As nossas guarnições receberam mais gente e a nossa atenção está redobrada. Nós não conhecemos o inimigo, mas ele nos conhece, porque estamos fardados”, declara.

Segundo ele, há um fator que pode inibir a ação de criminosos em Bauru. “As nossas viaturas têm um vínculo com a base e rotineiramente estão passando por ela. Elas têm um itinerário padronizado para, a cada 10 ou 15 minutos, rondarem os postos”, revela.

Em razão dos atentados, a Tropa de Choque da Polícia Militar realizou ontem revistas minuciosas em 14 presídios do Estado. Segundo o comandante do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, nenhuma das 33 unidades prisionais que fazem parte da área de atuação do órgão adotaram o procedimento.

Ele afirma que a revista não precisou ser realizada porque, supostamente, não há ramificações da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria planejado as ações, nessas unidades. A exceção é o Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes (SP), onde os principais líderes da organização estão isolados.

Borges comentou a suspeita de que os atentados teriam começado depois que uma lista de reivindicações entregues pelos presos do PCC de Presidente Bernardes, exigindo alterações no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), foi ignorada.

Para o coronel, esta não seria a única causa para as ações praticadas pelos criminosos. “Não digo que seja o motivo principal ou fundamental. O que observamos é que os soldados do PCC que ficaram nas ruas, já que a cúpula foi presa, devem estar recebendo ordens para revidar contra o Estado, porque eles têm sofrido muitos revéses, principalmente no caso de drogas”, avalia.

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