A baia H da Grand Expo Bauru 2003, que abriga os animais da Fazenda Marca Sol, está chamando a atenção dos visitantes da feira. Mas não pela beleza dos animais nem pela localização, na entrada do recinto Mello Moraes. O grande atrativo é a vaca Maravilha (foto), da raça Guzerá, que teve de retirar um dos chifres, e ficou somente com o outro. Uma vaca "monochifre".
"Nasceu assim ou quebrou?", pergunta um dos visitantes interessados. O tratador Divino Agnaldo Rosa, da Marca Sol, explica que um acidente no curral quebrou o chifre de Maravilha e obrigou os donos da fazenda a operar o animal para retirar o que sobrou. Rosa diz que isso é normal. "Quebra por briga, acidente, na árvore, mas não nasce assim."
A raça Guzerá é a responsável pela imagem que se tem do touro com chifres grandes e pontiagudos, desenvolvido tanto por machos como fêmeas da raça. Há, porém, criadores que retiram os chifres. "Alguns deixam, outros não, depende do gosto do criador", explica o tratador Rosa.
Vacas e bois Nelore também desenvolvem chifres, mas são cortados na maioria das vezes. "Chifre em Nelore é feio", opina Reginaldo da Conceição, tratador da Fazenda Fortaleza, na baia D da Expo. Ele diz que o chifre maior, menor ou inexistente depende das características genéticas de cada linhagem de animais. A única característica imutável é o chifre maior dos bois em relação às vacas dessa raça. "Quando é bezerro a gente já sabe se vai ter chifre grande." Por maiores que sejam, entretanto, os chifres de Nelore nunca chegam ao tamanho dos de animais Guzerá.