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Ginásticas recuperadoras


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O estudo das origens (etiologia) de várias doenças que afligem as pessoas, homens principalmente, tem revelado que a vida sedentária constitui uma das causas do surgimento de inúmeras enfermidades em tais seres. Então, pergunta-se por que conceder-se sedentariedade à vida que se tem e que é tão boa de se viver ou conviver com a quantidade de coisas e fatos bonitos que acontecem no seu deslanche? Decorre isso da circunstância de que o homem deste século, ganhando quase todos os dias presentes regiamente concedidos pela tecnologia moderna, reduz ao máximo os seus esforços físicos e, inadvertidamente, limita suas atividades diárias no trabalho e outros setores, minimizando então o desenvolvimento de suas energias, indiferentemente às agressões que o cotidiano provoca em seu organismo e, consequentemente, lhe provoca diferentes tipos de estresse psicológico, os quais, por seu turno, resultam em um desequilíbrio biológico, que, normalmente, ocasiona o desgaste prematuro do miocárdio, trazendo como castigo sérios transtornos cardiovasculares, além de outros, inclusive fadiga mental.

Sobre a questão reiterados alertas e recomendações constantemente são formulados por clínicos e outros especialistas, que defendem então os benefícios que pode trazer ao homem das cidades a prática intensiva de exercícios físicos nas suas diferentes formas, a principal da qual é aquela que vulgarmente se chama ginástica, adotável como medicina preventiva, a que se podem associar outros “remédios” geradores e regeneradores de potencialidades orgânicas, entre as quais até mesmo a dança (duvidam?) e alguns esportes suaves figuram com destaque, devendo a preferência ser conferida aos sistemas que, além de bem orientados e praticados, segundo os princípios básicos, fundamentais de cada uma, atenda integralmente às necessidades da pessoa, de sorte a mantê-la sempre na plenitude de sua melhor forma. Da análise resulta a convicção, inequívoca, da importância que tem a ginástica, inegavelmente, no combate ao estresse e às suas implicações, considerando-se que é ela remédio habitual para os milicianos das forças armadas e, ocasional, para as sociedades no seu todo, que dela, adultos e crianças, não podem prescindir se é que aspiram às generosidades da vida. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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