Polícia

4º Batalhão implanta comissão regional para polícia comunitária

Diego Molina e Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Representantes do setor empresarial, de universidades e da sociedade civil reuniram-se ontem pela manhã com o comando do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BMPI), para a criação da Comissão Regional de Polícia Comunitária. O órgão, que deve contar com integrantes de mais 18 cidades da região, tem a intenção de aproximar a Polícia Militar (PM) da população e difundir o conceito de polícia comunitária.

O comandante do 4.º BPMI, tenente-coronel José Alexandre Borin, afirma que foram convidados a participar da comissão pessoas representantes de diferentes entidades e setores da comunidade.

“Queremos criar essa comissão comunitária de segurança, para obter informações da comunidade, saber de seus anseios, de como ela vê o trabalho da PM, o que deve ser melhorado, para que as atividades dêem o retorno à população. Procuramos representantes de diversos segmentos para que possamos multiplicar nosso pensamento”, diz.

Borin comenta que a PM vem se preocupando, há tempos, com a filosofia de polícia comunitária. “Isto requer uma proximidade, muitas medidas e esforços para atrair a participação da comunidade”, aponta.

O primeiro encontro da comissão contou com a participação de representantes da Universidade do Sagrado Coração (USC), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sindicato da Construção Civil de Bauru (Sinduscon), dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg), Serviço Nacional da Indústria (Senai), da imprensa e da Subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O advogado Pellegrino Bacci Neto, também representante do Conseg Centro-Sul, foi eleito secretário da comissão. Ele afirma que a primeira reunião foi apenas para a conscientização dos participantes. “Vemos que todos têm muitas e boas intenções, mas cada um se esforça particularmente. O que vimos hoje (ontem) é uma somatória, de intenções em promover uma melhora nas condições de vida da cidade, intercambiando experiências de todos os segmentos da sociedade”, diz.

A Comissão Regional de Polícia Comunitária terá caráter consultivo e deverá tratar de questões mais complexas referentes à segurança pública. “Ela prestará assessoria, orientando, junto conosco, como a PM deve atuar. Vamos buscar na comunidade possíveis soluções para a melhoria da qualidade de vida de todos nós”, declara o tenente-coronel.

A iniciativa é inspirada em uma comissão estadual existente em São Paulo, junto ao comando geral da PM. De acordo com Borin, ela vem apresentando bons resultados e auxiliado a corporação na integração entre a polícia e a população.

A próxima reunião do grupo foi marcada para o dia 3 de dezembro, às 9h, no auditório do Senai.

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