Bairros

Secretaria de Educação reconhece falta de vagas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A administração municipal reconhece dificuldade em abrir mil vagas em creches e pré-escolas até abril do próximo ano, conforme determina o juiz Ubirajara Maintinguer.

Porém, pretende diminuir as filas de espera no próximo ano com a construção de mais seis unidades de educação infantil integrada - instituições que atendem as crianças em período integral -, conforme explica a secretária municipal interina de Educação, Solange Santos Ferreira dos Reis.

De acordo com ela, cada unidade nova deverá atender cerca de 350 crianças em bairros como o Parque das Nações, Jardim Nicéia, Ferradura Mirim e Jardim Tangarás. Ela também não descarta a ampliação de creches e pré-escolas já existentes.

“Além disso, a gente é bem criteriosa. Pedimos para as diretoras registrarem em formulários as novas solicitações, quando não são atendidas de imediato. No dia 15 de cada mês, os pedidos são enviados para a secretaria, que faz novos contatos com as mães e com outras creches para encaixar o maior número possível de crianças”, afirma Solange.

Ela garante que a pré-escola, que funciona meio período e é destinada a alunos de quatro e a seis anos, atende satisfatoriamente as necessidades do município, mas confirma uma demanda reprimida nas creches, que não soube estimar qual é.

A Secretaria da Educação é responsável por 45 escolas municipais de educação infantil (Emeis) e seis creches, que atendem 12.698 alunos e 550 crianças, respectivamente. Outras nove creches são geridas pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social. A responsável pela pasta, Darlene Martin Tendolo, foi procurada pelo JC, mas não retornou às ligações.

As entidades conveniadas administram mais 26 creches, sendo que grande parte delas não consegue atender a todos os pedidos de vagas. É o caso da Creche-Berçário Irmã Catarina, instalada na Vila Popular Ipiranga, onde 350 crianças aguardam numa lista de espera.

“Na Creche Berçário São José, no Fortunato Rocha Lima, a lista tem 192 nomes. Cada dia que a criança fica fora da creche, o prejuízo para ela e para a sociedade é imensurável. A maior prova disso é que ao invés de construirmos creches, construímos penitenciárias”, diz o presidente da Associação das Entidades Sociais e de Promoção Social, Paulo Sergio Canalli.

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