Em 1997, o ufólogo e paranormal Urandir Fernandes de Oliveira decidiu criar em uma fazenda de Corguinhos, no Mato Grosso do Sul, o Projeto Portal, que tem como filosofia o desenvolvimento interior do ser humano até que se atinja um estágio que possibilitaria o contato com extraterrestres. Desde então, centenas de seguidores, entre eles cerca de 40 bauruenses, se dedicam à divulgação desse ideal.
Os integrantes do Núcleo Bauru do projeto se reúnem semanalmente em uma sede própria para trocar informações e orientar novos simpatizantes. “A idéia é abordar temas que possam provocar uma reflexão nas pessoas sobre comportamento e uma avaliação do momento atual que a humanidade inteira está vivendo”, explica um dos coordenadores do grupo, Ângelo Eduardo Freitas.
Ele revela que o objetivo também é alertar sobre as alterações que a Terra vem sofrendo. “O Planeta começa a entrar em uma era da quarta dimensão, que pode ser vista até pelos fenômenos climáticos que estão ocorrendo. Muito dessa transformação vem do comportamento humano, que não se preocupou até hoje em não destruir, não desmatar e não poluir”, alerta.
O ufólogo afirma que o processo de mudança passa por um aumento da velocidade de rotação do Planeta, o que já estaria ocorrendo. “Esse padrão molecular com o qual a nossa estrutura física está acostumada não se adapta à quarta dimensão, que é mais acelerada”, diz.
Segundo ele, esse fenômeno explicaria a sensação de que os anos estão passando cada vez mais rapidamente. “Como você está em cima dessa estrutura, sente isso apenas intuitivamente, mas o mesmo período de 24 horas está em um espaço menor de tempo. Os nossos instrumentos não acusam isso porque estão acelerados junto com a estrutura planetária”, justifica.
Apesar da degradação ambiental, Freitas não acredita em uma destruição total do Planeta. “Defendemos que haverá uma reciclagem, porque a natureza é viva e tende a se reestruturar sozinha. Cremos em transformações profundas, que até que se completem devem promover muitos danos ao ser humano”, explica.
Outro coordenador do grupo, Renato Gasparotto, afirma que os extraterrestres têm a função de ajudar a humanidade a enfrentar esse período de mudanças. “Os seres estão aqui para nos ensinar a como sair dessa situação, mas para mantermos contato com eles temos que fazer esse trabalho interno para elevar o nosso padrão vibratório. Nós é que devemos chegar até eles, e não eles até nós”, defende.
Contato
Gasparotto afirma que nem todo contato com extraterrestres é, necessariamente, físico. “Não são somente seres de corpo, mas de luz também, que são de outra dimensão. Há vários tipos de contatos e vários tipos de seres. Os que vêm à cabeça do ser humano são aqueles homenzinhos com olhos grandes. Eles existem, mas também há outros. Temos conhecimento de 49 raças”, diz.
Segundo ele, os contatos que têm sido feitos atualmente são, em sua maioria, com seres que já habitam o nosso planeta e que são conhecidos como intraterrenos. O grupo acredita que eles vivem debaixo da Terra, adaptando galerias que poderão servir para que a humanidade se proteja em caso de grandes desastres naturais no futuro.
Freitas explica qual seria o motivo para apenas algumas pessoas tivessem tido contato, até hoje, com fenômenos extraterrestres. “O objetivo dos seres não é criar pânico, tumulto ou fazer um show. O que eles querem é nos auxiliar a passar por esses períodos difíceis de forma tranquila e consciente”, justifica.
Para ele, a humanidade também não chegou ao ponto de querer compreender a existência de seres de outros mundos. “O comportamento dela é questionar negativamente. Hoje, quando você fala que viu algo no céu, te chamam de lunático ou dizem que é um balão meteorológico, porque é o caminho mais fácil”, afirma.
O ufólogo lista o que seria preciso fazer para atingir um estágio que permita o contato. “Você precisa se despojar de preconceitos e bairrismos, se colocando na posição de servidor da humanidade. Temos nossos sentidos físicos, mas percebemos as coisas limitadamente. Subindo nosso padrão de freqüência, poderemos ver coisas mais sutis, formas e energias dimensionais ou interdimensionais”, declara.
Renato Gasparotto apresenta um agravante que, na visão dele, dificulta os contatos, principalmente os físicos. “Se você se defrontar com um desses seres, geralmente fica com medo e se afasta, porque ainda não está nessa vibração necessária”, acredita.