Regional

MP exige o tratamento de resíduos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O tratamento de efluentes na cidade de Bocaina (69 quilômetros a Leste de Bauru) foi uma exigência feita pelo Ministério Público de Jaú e pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Todas as empresas que realizam tingimento de couro deveriam tratar o líqüido resultante desse processo. Os solventes químicos que são descartados sem tratamento podem contaminar o solo e mananciais.

O prazo estipulado pela Prefeitura de Bocaina para que os curtumes concluam as obras do sistema de tratamento de resíduos líquidos (efluentes) está expirando e elas nem começaram. O motivo alegado pela Associcouro é a falta de recursos. Segundo o presidente da associação, Fauzer José Saffi, há uma crise instalada no setor e a exigência não vai ser cumprida no prazo estipulado.

Saffi diz que são dois problemas. “Gastamos com a retirada das sobras de couro e o setor passa por uma crise. As fábricas que tinham 30 funcionários estão com 10 e não temos como construir o sistema.”

O prazo vence em setembro de 2004 e foi estipulado pela prefeitura que doou a área para instalação do sistema, informa o presidente da associação. “A prefeitura doou a área com prazo para a construção. São cerca de 5 mil metros quadrados no distrito industrial.”

Pelo projeto de lei do Executivo, caso as obras não estejam concluídas no prazo a área deve retornar ao município. Para o prefeito, Moacir Donizete Gimenez, a determinação de um prazo para construção é justa. “Eu acredito que o prazo não será cumprido, porque já se passou um bom tempo e nada foi feito.”

Para tratar o resíduo líquido despejado pelo setor coureiro, a associação deve gastar algo em torno de R$ 250 mil. O projeto foi desenvolvido por uma empresa de São Carlos.

Saffi acredita que tanto o MP quanto a Cetesb vão entender a falta de recursos alegada. “Não temos dinheiro para fazer a obra. Acredito que quando o setor melhorar, vamos construir. Acho que eles vão entender, já que o País atravessa uma crise que atinge todos os segmentos.”

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