A quantidade de água potável do mundo está diminuindo a cada ano. O tema, que preocupa governos de todos os continentes foi escolhido pela Igreja Católica no Brasil, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para nortear as ações da Campanha da Fraternidade (CF) em 2004, cujo lema será “Água, Fonte de Vida”.
Para preparar as paróquias para a campanha no ano que vem, a diocese local realizou ontem na Universidade do Sagrado Coração (USC) um encontro com lideranças paroquiais da cidade e da região. Além de Bauru, estiveram presentes membros das dioceses de Presidente Prudente, Botucatu, Ourinhos e Assis.
“A reunião serviu para passarmos para os líderes a atual situação da água no mundo, no Brasil e na região. Para garantir o abastecimento para gerações futuras precisamos racionar hoje e evitar a poluição dos mananciais”, diz Francisco Nunes, coordenador diocesano da CF.
O evento teve como palestrantes os professores João Vicente Coffani Nunes, biólogo da Unesp de Registro; Kláudio Coffani Nunes, do Instituto Ambiental Vidágua; e do vereador Rodrigo Agostinho, que também é membro do Vidágua.
Os três falaram sobre os cuidados necessários para a água não seja disperdiçada e também sobre medidas para a evitar a poluição dos rios. Uma exposição de fotos de Bartira Mendes e João Vicente Coffani Nunes com o tema “Água” também foi apresentada para os convidados.
Segundo o coordenador diocesano da CF, o encontro é o primeiro passo da campanha, dividida em três partes: ver, julgar e agir. “Esta reunião foi somente para ver como está a situação e expor o problema para os líderes. No começo do ano que vem vamos partir para as duas outras etapas: julgar e agir e aí sim vamos tomar medidas para divulgar para todos a realidade global da água”, explica, lembrando que a Diocese de Bauru vai realizar mais reuniões sobre o tema.
Em Bauru, os principais problemas em relação à água citados no evento são a falta de cuidado com os mananciais, os lixões, que podem contaminar os rios e lençóis subterrâneos, e o uso indevido do produto. “As pessoas ainda usam a água como vassoura na hora de fazer a limpeza”, diz Francisco Nunes.
Mas o coordenador diocesano da CF é otimista e acredita que será possível doutrinar as pessoas para um uso racional do recurso natural sem a criação de leis ou taxas. “A população é inteligente e vai compreender, mas antes é preciso explicar com clareza”, diz.