A partir de hoje, um posto instalado no supermercado Confiança Max, na avenida Getúlio Vargas, vai promover a troca de materiais recicláveis por brindes, numa iniciativa da Cocamar Ecológica, braço da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) voltado à reciclagem e produção de bens a partir de materiais reaproveitados.
De acordo com a coordenadora do programa, Maria Estela Tortoreli, o trabalho da Cocamar Ecológica em Bauru teve início na última semana, com visitas a escolas e palestras sobre a importância da reciclagem. “A grande questão é a quantidade de material reciclável descartado incorretamente. Nosso intuito é levar para as escolas essa informação, a parte bem prática da reciclagem”, diz.
A segunda etapa do programa em Bauru é justamente a troca de material reciclável. Segundo Maria Estela, o objetivo é incentivar os estudantes a separar, armazenar e encaminhar de maneira correta o lixo reaproveitável. “Dentro de todos os materiais que podem ser reaproveitados, a gente trabalha com dois: a embalagem longa vida e a embalagem pet”, afirma.
Segundo Maria Estela, cada item entregue valerá um determinado número de pontos, que corresponderão a produtos diversos, como estojos, bonés e camisetas (feitas com poliéster reciclado). “O que é coletado fica no município, com a prefeitura, com a cooperativa, se caso existir, que dará a finalidade adequada”, diz. O posto de troca vai funcionar até o dia 14, das 10h às 20h.
A Cocamar Ecológica existe há dois anos, com produção voltada para a fabricação de fios de poliéster a partir de garrafas pet, e telhas feitas de embalagens longa vida e de tubos de pasta de dente. A produção de fios de poliéster, que são usados num misto com algodão para malharias, chega a 150 toneladas por mês. As telhas recicladas têm vida útil maior que as tradicionais de amianto, substância considerada cancerígena, e são mais resistentes.
No Estado do Paraná, o programa Cocamar Ecológica já atingiu 35 mil crianças. Nas cidades onde não há coleta seletiva de lixo, os agentes destacam a importância do catador de material reciclável na cadeia da reciclagem - afinal, aponta Maria Estela, o trabalho é uma maneira de manter sua subsistência e evitar o descarte dos produtos no meio ambiente.