Imaginem a cena: um palanque, multidão, alguém com um microfone gritando palavras de ordem para adolescentes (em sua esmagadora maioria.) Uma revolta popular? Não! A cena foi vista por milhares de pessoas no penúltimo dia da expo-2003. Junto à multidão, estávamos eu, meu marido, filhas, namorados e amigas assistindo ao “show” da principal banda da noite.
Sempre gostei da tal banda, mas ver aquele vocalista gritando para aqueles adolescentes: “Ei moçada, não dêem ouvidos a seus pais, nem aos seus professores, eles que se f..., faça o que lhes dê na cabeça”.
Como mãe e educadora, indignei-me, pois lutamos para educar e formar pessoas críticas. Sei que muitos ali estavam, têm consciência e criticidade para separar o bom do ruim.
Preocupo-me com estas lideranças negativas que têm surgido e conseguido espaço nos meios de comunicação. Enfim, se a família é o berço da cidadania e a escola um lugar onde organizamos nossos conhecimentos, que sociedade teremos daqui a algum tempo? Barbárie?
Maria Alice G. Esp. Santo Ramos - professora - RG 12.175.191 - Piratininga