Esportes

Vôlei: Brasileiras estão com um pé em Atenas

Da Redação (com Agência Folha)
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Osaka - A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei termina na madrugada de amanhã, às 4h (de Brasília), contra a Itália, sua campanha na Copa do Mundo do Japão. A equipe de José Roberto Guimarães pode entrar em quadra já classificada para os Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas. Após bater o Japão ontem, por 3 a 0 (25/21, 25/21 e 25/23), o Brasil passou a necessitar de apenas mais uma vitória para carimbar o passaporte.

Hoje, à 1h30, o time enfrentaria os EUA e mesmo que perca os dois jogos, ainda pode obter a vaga no saldo de sets ou de pontos. A vitória sobre as japonesas alçou a seleção à segunda posição, com 17 pontos e só uma derrota - os três países mais bem colocadas vão aos Jogos. A China, que se mantém invicta no Mundial, já está classificada.

Nesse jogo, o time nacional abriu mão do ataque como principal arma - fez 34 pontos no fundamento contra 40 do rival. Com um bom saque, dificultou o passe e reduziu a velocidade japonesa. Assim, armou um paredão no bloqueio. Fez três pontos de saque e pôs a bola na quadra asiática 16 vezes em bloqueios.

A oposto Raquel, ao lado de Valeskinha, foi a principal jogadora da equipe de Zé Roberto. Ambas assinalaram 13 pontos. “A Raquel foi essencial para o grupo hoje . Realmente, ela foi a jogadora mais importante”, comemorou o treinador brasileiro.

Para o técnico brasileiro, sua equipe precisa tomar cuidado com o saque da Itália, na partida desta madrugada. “A maioria das jogadoras italianas saca viagem. Uma preocupação para nós. Mas se conseguirmos dar equilíbrio à recepção, que tem sido um dos pontos altos do Brasil até o momento, tudo fluirá. É esse fundamento que tem facilitado a nossa vida”, analisou.

Guimarães não popou elogios às adversárias. “As italianas possuem um sistema defensivo eficiente. A relação bloqueio-defesa é muito bem feita, estudada. Elas cumprem à risca as determinações táticas”, destacou o treinador brasileiro.

Para ele, algumas jogadoras merecem mais atenção. “Gioli e Barazza, as centrais, estão jogando bem e têm aberto espaços na defesa adversária. A Lo Bianco (levantadora) tem tido um aproveitamento muito bom na distribuição de bolas. Outra que tem se destacado é a líbero Cardullo, uma das melhores do mundo”, encerrou Zé Roberto.

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