Hoje é feriado em comemoração à Proclamação da República, mas o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Defesa Civil vão aproveitar a data em que a cidade deve ter pouco movimento de veículos para uma “operação enchente”. O objetivo, segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru, é retrarar alternativas de trânsito e rotas de fuga.
Bombeiros, policiais e Defesa Civil vão fazer duas simulações - uma na avenida Nações Unidas, sob o pontilhão ferroviário, e outra no cruzamento das avenidas Alfredo Maia com Castelo Branco - entre as 10h e 11h.
O trânsito, nesses dois locais, será interditado. Policiais militares vão sinalizar desvios, mas os motoristas devem estar atentos nos dois locais de operação. A simulação visa melhor preparar e entrosar as equipes que fazem operações em enchentes, inclusive resgate de pessoas, lembra Álvaro de Brito, coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil.
As simulações serão feitas agora em função do período de maior probabilidade da ocorrência de chuvas fortes em Bauru, que vai de novembro a março, explica o tenente-coronel Kiyoshi Okuma, comandante do 12.º Grupamento de Bombeiros.
Ele ressalta que o objetivo das simulações é reunir esforços para reduzir as conseqüências das enchentes. “O Corpo de Bombeiros, como de praxe, nesse período atende a um grande número de solicitações de pessoas ilhadas, além de ocorrências de desabamentos e outras decorrentes de chuvas fortes”, diz Okuma.
Brito conta que além dos bombeiros, policiais e membros da Defesa Civil, funcionários da Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear) e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) vão participar das operações. Os funcionários da Sear vão limpar as áreas após as operações, simulando a retirada de terra e material arrastado pela enchente, enquanto equipes da Emdurb vão atuar na interdição e desvio do trânsito.
As simulações fazem parte do plano de ações, fundamentado na informação e prevenção, para evitar que a chuva faça novas vítimas no trânsito durante o período das águas. O plano está sendo elaborado pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar. Há dois anos, seis pessoas morreram em enchentes no município e uma outra desapareceu e ainda não foi encontrada.
Neste ano e no ano passado não houve registro de mortes. O documento - que futuramente vai definir ações em áreas de risco e favelas - recomenda que, em caso de chuva forte, a população seja informada pela imprensa sobre as previsões meteorológicas e receba orientações sobre como proceder no trânsito. Simultaneamente, pontos de inundação serão observados pela PM.
Em caso de alerta, viaturas policiais e do Corpo de Bombeiros serão deslocados até o local, que pode ser interditado. “O trânsito provoca maior preocupação porque tem causado mais mortes. Noventa por cento do plano de ação são baseados na informação à população. Dez por cento são operacionalização. Ele será disponibilizado na Internet”, explica Brito.
Ele acredita que as simulações vão ajudar as equipes a detectar os pontos falhos em operações em enchente na cidade. “Já sabemos de algumas falhas que temos, como deficiências na comunicação, mas durante as simulações aparecem outras. Na rotatória da avenida Alfredo Maia, por exemplo, temos dificuldade em encontrar locais para amarrar uma corda, caso haja necessidade de salvar alguém na enchente. Uma solução seria instalar colunas de concreto para essa função”, sugere.
Brito adianta que a Defesa Civil vai aproveitar as simulações para distribuir folders com orientações sobre trajeto (rotas de fuga) em dias de chuva para evitar ficar preso na enchente. As crianças vão ganhar folder para colorir, também com temas que abordam cuidados em dias de chuva.