Tribuna do Leitor

SOMOS TODOS UMA SÓ FAMÍLIA


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Após a morte do nosso amigo Vadão (baianão), surgiu-me uma indagação: qual a razão das intermináveis brigas pelos motoclubes que freqüentamos. No início tudo era paz e o motoclube surgiu para todos como para mim. Um momento de descontração e lazer, onde os amigos se reuniam com aqueles possantes máquinas e saiam por aí para passear. Foram inúmeras viagens onde pudemos compartilhar o mesmo vento no rosto e as mesmas aspirações, aquelas de alegria, prazer, liberdade, velocidade e outras tantas.

Mas, com o passar do tempo as pessoas foram ficando mais exigentes, o egoísmo foi se tornando a tônica das reuniões e a vaidade de alguns logo proclamou o desate. Muitos tentaram manter os laços existentes entre as pessoas, mas outros fomentaram o embate, e tais laços foram sobrepujados por um sentimento pueril e por interesses alheios àqueles pensados pelos seus integrantes. As desilusões aconteceram e o fracionamento foi surgindo, cada qual com seu interesse, um de velocidade que se traduziu no Milhão Motoclube e, atualmente, no outro que se desenha no motoclube família, centrado em regramentos, sediado e com interesses maiores, denominado de Conexão.

Meu pensamento retorna ao fato da morte do nosso amigo Vadão, pois soube que as camisas dos motoclubes, do meu K’nibais do Asfalto, do Milhão e do Conexão foram dispostas sobre o ataúde, e pensei novamente por quais razões, sempre que houveram as divisões do meu motoclube, berço dos demais, surgiram desavenças com as costumeiras agressões entre os fundadores daquilo que chamamos de motoclube, e me surgiu novamente em mente a conclusão que o importante disso tudo é perceber que a motocicleta que é o grande trunfo e o liame entre nós nunca nos deixou e que a divisão de nome entre motoclubes é coisa que está muito abaixo das nossas aspirações e das nossas amizades. Todos sejamos felizes. (Antonio Carlos Garcia de Oliveira - Totó - RG. 1.268.268)

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