Em 1973, os educadores Gerson Trevizani e José Luiz Garcia Peres decidiram assumir o antigo Cursos Brasil, de sólido e reconhecido prestígio no ensino local da 1.ª a 8.ª séries (ensino fundamental). Alguns anos depois, com estrutura física própria, passou a se chamar Cursos Preve, já oferecendo turmas do 2.º Grau, atualmente denominado ensino médio.
“A partir de então, tivemos uma seqüência de crescimento vertiginoso. Naquela época, nossos professores eram considerados os melhores de 2.º em Bauru. Quando começamos a trabalhar ainda com o Cursos Brasil, eram apenas 126 alunos entre 1.º e 2.º Graus. Dois anos depois já tínhamos mais de 1.000 alunos”, relembra Trevizani.
Em pouco tempo, era inaugurada a segunda unidade do Cursos Preve na cidade, até que, em 1976, foi formada uma parceria com o Objetivo no segmento de cursinho. Naquela época, a escola já atraía alunos de toda região, como acontece até hoje. Atualmente, o Preve Objetivo possui unidades educacionais em 11 cidades: Lins, Jaú, Botucatu, Pederneiras, Marília, Agudos, Garça, Paranaíba (MS), Pirajuí (cidade natal de Trevizani), São José do Rio Preto (aberta no ano passado) e Lençóis Paulista (neste ano). Somando todas, são mais de 10 mil alunos, além dos cerca de 1.000 do Instituto de Ensino Superior de Bauru (Iesb).
“Durante esses 30 anos, o Preve Objetivo se tornou tradição no ensino. Nós temos alunos da região que continuam vindo estudar aqui em Bauru, além de pessoas do Mato Grosso, Paraná, Campo Grande, Minas Gerais, entre outras localidades. Também é comum recebermos pais que foram nossos alunos trazendo seus filhos para estudar aqui. Essas histórias fazem parte da história do Preve, de duas famílias que se dedicam à educação (a dele e a do sócio)”, assinala Trevizani.
Comemoração
Uma programação especial está marcando a celebração dos 30 anos de fundação do Preve em Bauru, em 6 de novembro de 1973. Os destaques foram a 15.ª Semana Cultural da escola - já realizada -, um evento marcado para o próximo dia 20 e a cerimônia ocorrida ontem no teatro da escola, que ganhou o nome de “Teatro Universitário Edson Celulari” em homenagem ao ator bauruense e ex-aluno do Preve.
“Nós exibimos um vídeo sobre a vida de Celulari, que também recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão do Centenário - que ele já havia ganho, mas não tinha recebido o título. O prefeito Nilson Costa entregou a ele um decreto de Hóspede Oficial do Município”, relata o sócio-proprietário do Grupo Preve, Gerson Trevizani.
De acordo com ele, no próximo dia 20 será realizada no Teatro Municipal outra cerimônia em comemoração aos 30 anos da escola. “Será exibido um vídeo da escola, haverá a participação de uma sinfônica, apresentação de alunos e a escola vai receber dos vereadores o título “Custus Vigilati”. Além disso, neste dia será lançado o selo oficial dos 30 anos do Preve, feito pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).”
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Qualidade
Do alto de seus 30 anos de experiência e dedicação ao ensino, o educador e sócio-proprietário do Grupo Preve, Gerson Trevizani, diz que ser uma instituição privada já não é mais suficiente para atestar ensino de qualidade. Para ele, as escolas e instituições de ensino superior devem fazer investimentos constantes para não deixar a qualidade do ensino cair e sobreviver no mercado.
“Nos últimos anos, o Brasil passou por uma crise financeira muito grande. Em educação, teve uma evolução até pequena comparado ao que vinha ocorrendo anteriormente. A classe média perdeu muito poder aquisitivo, e a inadimplência nas escolas particulares atingiu a qualidade de muitas delas”, diz.
Para ele, será inevitável a diminuição no número de escolas particulares. “As pessoas estão ficando cada vez mais exigentes com tudo na vida, principalmente em relação ao ensino. Por isso, muitas escolas privadas, no Brasil todo, vão fechar por não levar a sério a educação e não investir no aperfeiçoamento do ensino. Mas as boas escolas permanecerão”, avalia o educador.