Duplo homicídio brutal. Dois jovens covardemente assassinados. Uma menina, quase uma criança, abusada e torturada até à morte. A questão que se levanta é: até quando? Ou... o que fazer para resolver esse problema de violência?
Para alguns, aumento de pena. Para outros, diminuir a idade em que o jovem deve ser penalmente responsabilizado. Outros ainda alegam que devem ser diminuídas as desigualdades sociais e a família deve ter algum tipo de socorro.
Mas a minha questão diante do problema é: como tratar a família, levando-a a estar mais estruturada, se diariamente essas mesmas famílias recebem uma enxurrada de lixo como informação em suas asas através da TV? Vem o governo e informa que a pornografia e a relação sexual livre deve continuar, desde que se use camisinha. Estimula o erotismo e quer acabar com os abusos, com estupros, com pedofilia. As redes de TV são mestras em alimentar os lares com trocas de casais, adultérios, casais adolescentes em verdadeira malhação sexual, filmes de violência. E são os telejornais dessas mesmas redes que vêm, cinicamente, apelar em favor da família.
Não adianta colocar os jovens na cadeia com 16 ou 18 anos ou sentenciá-los à prisão perpétua - ou à pena de morte, com o defendem alguns. O que mantém pessoas firmes e inabaláveis diante desses apelos e mensagens distorcidas é um caráter firme. E caráter firme se adquire em lares firmes. E somente há lares firmes onde há valores firmes. Mas os valores estão sendo quebrados e estão sendo deixados de lado em favor do prazer imediato. A mídia e o próprio governo são coniventes e incentivadores desse caos. O estímulo ao ter supera o estímulo ao ser. E na ânsia de ter as pessoas vão perdendo a referência do ser – perdem seu valores ou nem sequer chegam a adquiri-los. Conheço famílias paupérrimas, mas que nem por isso enveredam pelos caminhos do vício ou da violência. Têm valores morais e espirituais bem alicerçados.
Hoje, o bem mais descartável que possuo é a TV. Nem mesmo noticiários me estimulam a assisti-la. Notícias, hoje me bastam o JC, uma revista semanal que assino e outros esporádicos. E diante de tantas aberrações, fica aqui meu desabafo. Acima de tudo, fica aqui um alerta: família firme, que gere filhos com caráter firme, só tem um meio: através de Jesus Cristo e dos princípios cristãos contidos na Bíblia e que foram sendo perdidos ao longo dos tempos. Precisamos voltar às veredas antigas. (O autor, Edson Valentim, é pastor da Igreja Batista Bereana, diretor do Centro Batista para Formação Ministerial, membro do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e vice-presidente da Associação das Igrejas Batistas do Centro do Estado de SP)