Turismo

Porto Alegre trilegal

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Aquele hábito antigo de se colocar as cadeiras na calçada para “discutir o assunto”, por incrível que pareça, é comum em Porto Alegre. Característica que a difere de outras metrópoles.

Embora tenha quase 1,5 milhão de habitantes, a Capital mais meridional do País faz questão de preservar suas tradições.

Tradições estas que remetem à colonização açoriana, às casas com janelões e o gosto pela leitura. Banhada pelo rio Guaíba, um estuário, Porto Alegre cresceu em torno desse lago de águas mansas. Por isso, seus prédios históricos mais importantes e os pontos turísticos ficam por perto.

Com quatro estações muito bem definidas, Porto Alegre fica no epicentro das principais rotas do Mercosul e é a porta de entrada para quem quer conhecer o Rio Grande do Sul.

Embora as Serras Gaúchas sejam o principal ponto de convergência dos turistas no inverno e no final do ano, necessariamente, quem chega ao Estado de avião passa pela cidade.

E se surpreende com o progresso alcançado na última década, aliado à evolução de sua indústria, comércio e agricultura. E também com outro hábito bem interiorano: famílias inteiras, no final de semana, observando, devidamente postadas em cadeiras sobre o gramado, o subir e o descer dos aviões.

Como Porto Alegre ganhou há pouco tempo o aeroporto melhor equipado do País - com várias salas de cinema, poltronas de relaxamento e uma série de restaurantes - o “passeio” tornou-se ainda mais freqüente.

Assim como o gosto pela caminhada dominical no Parque Farroupilha, o ponto de encontro número um dos porto-alegrenses para afastar qualquer baixo-astral.

Como em Porto Alegre as ruas e muitos lugares têm dupla denominação - a oficial e a colocada pelos moradores - o Parque Farroupilha também é chamado de Parque da Redenção.

É nele que os gaúchos se reúnem para tomar chimarrão e bater papo, incluindo, claro, os rumos da política. Afinal, o Rio Grande do Sul foi palco de revoluções e deu ao País diversos governadores.

O parque é um dos pulmões verdes da cidade e responsável por pelo menos dois títulos concedidos à metrópole: número um em qualidade de vida no País, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1996, 1998 e 2002, e ainda a metrópole brasileira com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo a ONU e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2001.

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