O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão da Secretaria Municipal da Saúde, recebeu ontem a confirmação de mais 18 casos de leishmaniose canina em Bauru. Com isso, o total de animais contaminados com a doença no município sobe para 80, sendo 71 neste ano. O número de casos humanos permanece sem alterações, com dez registros.
O chefe do CCZ, veterinário José Rodrigues Gonçalves Neto, explica que as análises divulgadas ontem foram feitas pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, para confirmar exames preliminares que haviam sido realizados em Bauru.
Segundo ele, estão sendo aguardados os resultados dos exames de cerca de 500 outros animais, número que vem se mantendo estável ao longo das últimas semanas. “Estamos recebendo as análises, mas em contrapartida enviando outras”, diz.
Gonçalves Neto acredita que a grande quantidade de exames só irá diminuir quando terminar o trabalho que vem sendo realizado nas áreas onde foram detectados casos humanos. “Até acabarmos de cumprir a determinação de coletar sangue em um raio de 200 metros desses locais, a situação permanece a mesma. Depois, iremos sentar com a Secretaria de Estado da Saúde para definir o que será feito”, explica.
Ele voltou a defender a apreensão de cães errantes, medida que o CCZ pretende implantar quando as obras de ampliação do prédio estiverem concluídas, como forma de evitar que a proliferação de doenças como a leishmaniose ocorra. “É extremamente importante atacarmos esse problema”, opina.
O último caso confirmado de leishmaniose humana em Bauru foi notificado há 15 dias. A vítima, de 47 anos, é o terceiro adulto entre os dez contaminados e mora no Jardim América.
Apesar de novembro ter registrado apenas um caso humano até agora, contra cinco do mês passado, o secretário municipal da Saúde, Hanna Georges Saab, diz que ainda é cedo para dizer que a doença não oferece mais riscos à população. “Não abaixamos a guarda e continuamos na ativa e na busca, fazendo as varreduras pela cidade”, diz.
Segundo ele, a diminuição do número de casos está diretamente ligada a esse trabalho de prevenção. “Ele tem sido importante. Estamos tomando todos os cuidados que a leishmaniose merece e continuamos em estado de alerta”, declara.
A leishmaniose é transmitida pelo mosquito palha e pode acometer cães e humanos. Até este ano, Bauru havia registrado apenas casos da doença em animais.