O comércio de Bauru vai começar a funcionar até as 22h a partir do dia 5 de dezembro, uma sexta-feira, com vistas para as vendas de Natal. No mesmo dia, será inaugurada oficialmente a decoração natalina do Calçadão da Batista de Carvalho. Além do comércio noturno, as lojas abrirão as portas nos dois domingos que antecedem o 25 de dezembro, dias 14 e 21, das 9h às 18h.
De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto De Bernardis, haverá ainda uma série de atrações para os dias que antecedem o Natal. “Estamos num momento bom, o movimento começou a melhorar e o clima está bem propício para as compras”, afirma.
Bernardis diz que a assinatura do contrato para a decoração de Natal seria concretizada ainda hoje. O projeto escolhido foi o apresentado por uma empresa de Agudos, cujo valor total, incluindo a manutenção, será entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. No Bauru Shopping, o clima natalino está sendo instalado pelo decorador Paulo Keller.
Segundo Bernardis, a abertura das lojas aos domingos também é uma oportunidade para atrair consumidores da região e aqueles que trabalham inclusive aos sábados. “Tem gente que prefere o domingo porque é mais calmo. A pessoa tem mais tranqüilidade para pesquisar durante a semana e, no domingo, concretizar uma compra de maior valor”, declara.
Para o diretor do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), ligado à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sérgio Evandro Motta, como o Natal cai numa quinta-feira, o domingo anterior - com lojas abertas - estará um pouco “distante” da data, o que pode esfriar o movimento naquele fim-de-semana. “Isso varia de ano a ano. Em 2003 não ficou muito atrativo, mas o comércio está com um bom estoque e esperando um Natal melhor do que no ano passado”, diz.
Na opinião de Bernardis, o Natal deste ano resultará em números melhores que o de 2002 devido à volta dos crediários mais longos, possíveis graças ao dólar mais baixo e à relativa estabilidade da economia. “É difícil falar em números, mas a taxa de juros está menor e permite compras com financiamento maior”, diz.
Motta também acredita que o cenário está favorável a parcelamentos maiores, com recebimento estendido ao longo do ano que vem. “A queda na taxa Selic (de 19% para 17,5% ao ano) reflete pouco nos juros para o consumidor final, mas permite parcelamentos mais longos”, aponta.