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Férias pedem cautela contra 'arapucas'

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

Falta pouco menos de um mês para o verão, o ano letivo nos colégios e universidades já está em fase de conclusão e as pessoas começam a se preparar para as férias. Para aqueles que vão viajar e pretendem curtir o calor no Litoral, alguns cuidados são necessários para não se decepcionar com a viagem e cair em armadilhas.

Este foi o caso da turma de amigos de Rodrigo César Teixeira. No verão de 2001, ele e mais quatro rapazes decidiram alugar uma casa em Florianópolis para passar 15 dias curtindo as praias e as “baladas” da ilha, mas se viram pegos em uma “arapuca”. “Sabe aquela história de você encontrar alguém que conhece alguém que conhece outra pessoa que tem uma casa na praia? Foi assim que arrumamos a casa, através de um cara que trabalhava comigo e que dizia conhecer o lugar”, conta Teixeira.

O preço do aluguel foi definido pelo proprietário, os rapazes concordaram e depositaram metade do valor. “Ele dizia que a casa era boa, três quartos, área grande, churrasqueira, garagem e o principal: que era muito perto da praia dos Ingleses, um lugar muito bom em Floripa”, relata Teixeira.

Ao chegar na cidade, os rapazes foram recepcionados pelo proprietário da casa no ponto de encontro marcado, e ele os conduziu até o imóvel. “Os caras já começaram a reclamar da distância, mas eu sabia que Florianópolis é assim mesmo, tudo fica meio longe. Só que passamos pela praia dos Ingleses e o dono da casa não parava o carro. A gente foi atrás dele no nosso carro e já começamos a ficar preocupados”, diz.

Resumindo a tragédia, a casa que eles haviam alugado ficava a mais de três quilômetros da praia, em um bairro sem asfalto, supermercado ou farmácia. O delegado regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Giasoni Albuquerque Cândia, afirma que casos como o dos rapazes são muito comuns, principalmente porque as pessoas não tomam certas precauções antes de fechar um contrato de locação de imóvel de temporada.

“Inicialmente, eu diria que nem sempre o menor preço é o melhor negócio. A pessoa deve se preocupar com alguns requisitos básicos, ter várias informações para não sofrer uma frustração no final das férias”, diz.

Ao procurar uma casa ou apartamento para temporada, Cândia recomenda que um corretor de imóveis profissional ou uma imobiliária seja consultada. Para confirmar a idoneidade dos profissionais ou até mesmo obter informações sobre os imóveis, as delegacias regionais do Creci também podem ser procuradas.

“Peça fotos da casa, da fachada, do interior, do local onde fica. Na confecção do contrato, também inclua o prazo que vai ficar no imóvel, por menor que seja, o valor do aluguel e os objetos que estão na casa. O que é de praxe mesmo é pagar 50% do valor da locação antecipado e o restante ao entrar no imóvel”, aponta Cândia.

O delegado regional chama a atenção para a importância da vistoria do imóvel e dos objetos, tanto na entrada como na saída. Ele orienta que tudo deve ser discriminado no contrato, e o inquilino deve conferir tudo ao chegar no local. É comum que o proprietário ou a imobiliária peçam um cheque-calção para cobrir danos no imóvel. Com a vistoria bem feita e nenhum problema durante a estadia, o valor é devolvido sem problemas.

Se mesmo com todas as precauções, o inquilino ainda se sentir prejudicado e não houver possibilidade de acordo ou devolução do dinheiro, a saída é procurar a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) ou a Justiça.

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Imóveis

Uma pesquisa do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) do Estado de São Paulo em mais de 100 imobiliárias do Litoral apurou que são encontrados imóveis para temporada com diárias de R$ 67,86 até R$ 480,00.

De acordo com a pesquisa, os valores mais baixos referem-se a quitinetes e apartamentos pequenos, principalmente no Litoral Central (Bertioga, Guarujá, Santos e São Vicente). Os valores mais altos são de casas de até quatro dormitórios no Litoral Norte (Caraguatatuba, Ilha Bela, São Sebastião e Ubatuba).

Outra observação da pesquisa é que os valores do aluguel no fim do ano, nas datas de Natal e Ano Novo, são mais altos. Durante o verão, os valores chegam a baixar até 27%, porque normalmente os contratos no fim do ano são de menor duração, o que motiva os proprietários a elevar os preços.

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