Tribuna do Leitor

Sede de Deus


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É freqüente encontrarmos jornais, revistas, programas de televisão abordando assuntos referentes a modos de diminuir a ansiedade e o stress das pessoas. Diante da visão pessimista do futuro, diante de tanta violência, droga, depressão, nas livrarias proliferam todos os tipos de matéria sobre medicina alternativa, livros de auto-ajuda, métodos de terapias múltiplos, procurando diminuir o sofrimento do ser humano. É indiscutível a contribuição que a ciência tem dado ao homem, neste campo tentando minimizar a dor e lhe trazer uma melhor qualidade de vida.

O ser humano sente que tudo escapa de seu controle e busca um significado para sua existência, uma resposta para suas desilusões. Neste milênio, a religião voltou a entusiasmar a grande maioria das pessoas. Há uma grande busca pelo divino, uma verdadeira “sede de Deus”. O que não podemos, é confundir certos conceitos ou verdades de fé. O Concílio Vaticano II diz: “Grassando em nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos.”

Analisando o que vem ocorrendo temos visto muitas técnicas de relaxamento e técnicas de meditações com determinados sons ou mantras, contribuindo para desligar a mente de suas preocupações cotidianas e suscitar a paz física e mental. Porém, muitas destas técnicas, querem levar as pessoas a um contato com o divino, com o “Deus-Energia”, com o “Deus-Natureza”. Deus não é natureza, não é uma energia. Tudo foi criado por Ele. Há de se distinguir “o Criador”, da “criatura”. Desde o início das escrituras, deparamos com um Deus-Pessoa, um Deus Real, que estabelece uma aliança, mas também quis um compromisso com seu povo. A Bíblia nos deixa claro que a relação de Deus com os homens fui de lamentações, infidelidade, reconciliação, perdão e amor.

O Deus que buscamos, não deve ser somente (seria simplista demais) aquele que nos emociona, mas aquele Deus que nos impulsiona a agir, que nos compromete com sua Igreja e com o seu plano de salvação. Não podemos transformar um Deus Real, que nos pede compromisso com uma energia que se adapte as nossas opiniões e necessidades. Dentro deste contexto nos cabe a pergunta: o que eu tenho feito para melhorar minha comunidade, minha Igreja? Criticar somente?

Márcia T. Furquim Bornia Giatti - Arealva - RG. 10.686.111

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