O advogado Ailton José Gimenez disputa a presidência da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp) na eleição que renovará o comando da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção São Paulo, na quinta-feira. Ele compõe a chapa “A oposição com umbigos no balcão”, encabeçada por Clito Fornaciari Jr. Gimenez quer trazer para o Interior do Estado os benefícios que hoje privilegiam os profissionais que atuam na Capital.
“Em São Paulo sempre tem alguma coisa a mais. Há médicos contratados, por exemplo. Eu pretendo trazer para os grandes centros do Interior essa mesma assistência médica da Capital. Quero também facilitar a aquisição para os colegas, através de linhas de crédito, de equipamentos de informática e de papelaria. O advogado precisa de médico, de farmácia, de dentista, mas antes disso, ele precisa trabalhar. A idéia é propiciar esses benefícios a preço de custo, sem objetivo de lucro”, planeja. A campanha de Gimenez é coordenada por Fernando Praga Targa.
Outro projeto do candidato à presidência da Caasp é viabilizar, através de parceria com empresas do ramo, o recarregamento dos cartuchos de impressora. “Isso tem um custo mais em conta e vai ficar ainda mais barato com a Caasp.” Ele lembra que, atualmente, a entidade já presta assistência para os profissionais impossibilitados de trabalhar. “Essa assistência é temporária, mas pode ser renovada. Mas ela exige, para começar a gozar desse benefício, que o advogado esteja em dia com o cofre da OAB. Isso é um contra-senso”, analisa.
Para Gimenez, o profissional que está em dificuldades de saúde e financeira não pode estar em dia com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Isso é estatutário. Eu pretendo mudar essa situação. Existe uma brecha no estatuto que diz que, em situações excepcionais, a Caasp concede esse benefício mesmo que o sócio não esteja em dia. Enquanto isso não mudar, toda situação será excepcional. A Caasp não pode guardar dinheiro, deixar dinheiro em caixa. Não é essa a sua finalidade”, diz.
O candidato também critica a forma como a entidade trata seus associados quando o assunto é reembolso de transporte. “A Caasp tem seus meios de transporte. Mas se o sócio é transportado por empresa não conveniada, dificilmente ele será reembolsado. E se a necessidade ocorrer de madrugada, lá no meio da estrada, distante de tudo, quem é que vai se preocupar em acionar ou buscar o transporte da Caasp?”, questiona.
Na avaliação dele, a interiorização da OAB já começa com a valorização dos profissionais dessa região que começam a ganhar espaço nas chapas que disputam o comando da entidade. “A intenção de colocar um advogado do Interior na presidência da Caasp é porque ele tem uma idéia mais generalizada da advocacia no Interior. Também temos na chapa candidatos a ocupar funções executivas, outros colegas do Interior. O doutor Luiz Eduardo Franco, de Pederneiras, é candidato ao cargo de secretário-adjunto, responsável pela administração de todo o Interior na parte de assistência judiciária.”