Bairros

Verba vai beneficiar área de diagnóstico

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O investimento anunciado pela Associação Hospitalar de Bauru no Hospital Manoel de Abreu deve beneficiar especialmente a área de diagnóstico, atualmente a mais frágil no município. Uma ala do hospital - já em reforma - concentrará os exames por imagens e endoscopias, que integram parte do novo ambulatório.

“Existe uma sistematização para o tratamento, que está indo bem aqui em Bauru. A fragilidade está no diagnóstico em alguns segmentos. Há uma necessidade de investimento nessa área”, diz de maneira genérica um dos oncologistas responsáveis pelo Manoel de Abreu, Paulo Eduardo de Souza.

De acordo com ele, a sobrevida do paciente está diretamente ligada à rapidez do diagnóstico. Por essa mesma razão, a Associação Bauruense de Combate ao Câncer, que hoje auxilia 254 portadores, iniciará um trabalho de prevenção nas escolas. A associação é parceira da AHB.

“Vamos visitar as escolas para orientar os professores sobre o câncer infantil. Eles podem perceber sinais, como irritabilidade e verrugas nas crianças. Os profissionais serão agentes multiplicadores”, explica a presidente da associação, Lyenne Berriel Cardoso.

Ela também pretende desenvolver a atividade de prevenção em grupos de pais e mestres nas instituições de ensino, orientando-os sobre o câncer de mama, próstata, entre outros.

“A principal prevenção contra o câncer é a educação. Diante de uma suspeita, a pessoa tem de procurar assistência médica. No caso de uma confirmação, o fundamental é não se abater e encontrar disposição para vencer a doença”, diz o balconista José Damaceno Fortaleza, que há dois anos faz tratamento no Manoel de Abreu para curar um tumor de boca.

Também recebe cuidados no hospital a avó de Cintia Cristina de Oliveira. Aos 84 anos, Clarice Munhoz Chiti, trata de um câncer no intestino, moléstia que há onze anos vitimou sua filha.

“Como minha mãe morreu de câncer, que agora apareceu na minha avó, a família inteira faz exames preventivos regularmente. Eu faço testes anualmente, mas minhas tias mais velhas realizam a cada seis meses”, conta Cintia.

Na opinião dela, o governo deveria investir mais em pesquisas para que o tratamento debilite menos os pacientes.

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