Gostaríamos de responder não somente aos leitores Fábio Ranieri Campaneli e Henrique Perazzi de Aquino, que tiveram suas cartas “Damião nota 10” e “Quem são mesmo os incendiários?”, respectivamente, publicadas nesta coluna, na edição desta terça-feira (25/11), mas também a outros missivistas que o fizeram anteriormente, assim como a outros que se manifestaram através de emissoras de rádio, TV etc. sobre a Taça São Paulo. Efetivamente, a Prefeitura recebeu correspondência da Federação Paulista de Futebol, datada de 24 de outubro passado e assinada pelo presidente Marco Polo Del Nero, elencando as condições para que a nossa cidade pudesse sediar essa competição.
Em defesa das finanças municipais, submetemos a decisão tomada por esta Administração à análise isenta dos sempre inteligentes e diligentes leitores e escribas desta prestigiada coluna para que julguem se o prefeito Nilson Costa; o chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, e o secretário de Esportes, José Roberto Franco, o Sapé, agiram ou não corretamente. Diz em parte a correspondência da FPF: “Conforme consta do ofício que nos foi endereçado, essa Prefeitura demonstrou interesse em sediar os jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior/2004. Para tanto, é obrigatório o atendimento dos seguintes itens:
- Alojamento para 100 (cem) pessoas somente em hotel padrão 03 (três) estrelas;
- Fornecimento de 05 (cinco) refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite)
- Transporte interno
- Lavanderia por conta da sede;
- Estádio sem conter placas de propaganda
- Gramado em boas condições
- Campo de treinamento em boas condições”.
Convém lembrar ao leitor que toda essa despesa seria por um período de 10 dias.
Conforme a imprensa vem divulgando amplamente (Rede Globo e Estadão), 70% dos municípios não têm como pagar o 13º salário aos seus servidores. Há município que ainda não pagou os salários de julho passado. Esta administração, em cinco anos, não atrasou em um dia sequer o ordenado dos funcionários e já pagou metade do 13º em julho. Diante dessa linha de conduta, desta filosofia de respeito pelas finanças públicas, o comando do Município decidiu que o povo bauruense não iria pagar 1.000 diárias de hotel 3 estrelas, 5.000 refeições, os ônibus, o combustível, lavanderia para milhares de peças de roupa etc. O piso dessa despesa seria R$ 100 mil e quem quiser exercitar a matemática pode calcular o teto. Incontinenti, a resposta desta Administração naquilo que lhe cabia foi NÃO. Independente de sabermos da importância do campeonato. Independente de sermos uma equipe de governo formada por esportistas, de pessoas que vibram e incentivam efetivamente os esportes, diante dessa realidade aqui exposta, para nós seria impossível assumir o compromisso
Quanto ao presidente do Noroeste, Damião Garcia, um industrial bem-sucedido pelos seus próprios méritos, ter conseguido reverter a situação, isto é, manter aqui a realização da Copa São Paulo, livrando o bolso do nosso povo de pagar essa pesada conta, só nos resta cumprimentá-lo pelo fato. Bauru precisa de mais pessoas como ele e não daqueles que criticam mesmo desconhecendo o assunto. Diante do quadro de precariedade total dos municípios brasileiros, o governo Nilson Costa tem procurado se especializar em definir prioridades. Isso explica a decisão que tomou e tomaria novamente hoje diante de um fato idêntico.
Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru