A unidade de Bauru da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) registrou um tumulto, ontem de manhã. Doze internos rebelaram-se contra um funcionário e se trancaram no refeitório, provocando confusão e ameaçando outros agentes. Eles foram controlados pelos próprios funcionários e não houve feridos graves.
O tumulto começou por volta de 10h25, na Unidade de Internação Provisória (UIP), segundo a assessoria de imprensa da Febem. Durante o horário de lanche, 12 adolescentes que estavam no refeitório tentaram render um funcionário que os acompanhava. Ao notar a confusão, outros funcionários foram chamados e os internos trancaram-se dentro da sala de refeições.
O diretor da unidade, Paulo Orti, comenta que os menores tentaram criar algumas armas para atacar os agentes, quebrando azulejos e outros objetos. “Mas não houve confronto, não houve choque algum. Fomos conversando e eles foram se acalmando”, afirma.
A Polícia Militar (PM) foi chamada, mas não chegou a entrar na unidade, permaneceu apenas cercando o local. “Isto é um procedimento de segurança. Em qualquer tumulto, imediatamente avisamos a polícia para que não aconteçam coisas que ocorreram no passado”, diz Orti, referindo-se a rebeliões com fugas e feridos, ocorridas nos últimos meses na instituição.
O comandante da 1ª Companhia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, confirma que os policiais foram chamados apenas para dar apoio e cercar o local, visando evitar fugas. “Não houve necessidade de entrar, ficamos do lado de fora. A PM só entra na unidade com autorização da Febem”, explica.
Orti declara que alguns dos internos ficaram feridos porque se cortaram com os cacos de azulejo. “Eles provocaram alguns ferimentos em si mesmos, com os objetos que encontraram no caminho, para se defender”, diz.
A assessoria confirma que os internos foram medicados na própria unidade, pois nenhum apresentou ferimentos graves. Nenhum funcionário foi ferido no tumulto.
Por volta de 11h, os agentes conseguiram colocar os adolescentes de volta nos módulos de internação e recolher as armas improvisadas. Segundo a assessoria de imprensa, eles passaram por revista para evitar que carregassem algum instrumento ou objeto que pudesse ser usado como arma posteriormente.
A última rebelião na unidade ocorreu em 16 de outubro. Na ocasião, dois funcionários foram feitos reféns e diversas armas artesanais foram apreendidas.