Saúde

Máquinas podem 'vasculhar' organismo

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A tecnologia tem se mostrado um dos principais aliados do ser humano no combate ao câncer. Aparelhos cada vez mais sofisticados são capazes de “enxergar” tudo o que há e acontece dentro e fora do organismo humano. Eles conseguem detectar as menores alterações - o que aumenta as chances de sucesso para qualquer tratamento de saúde.

Algumas máquinas chegam a identificar a formação de tumores tão pequenos como um grão de areia. São radiografias, ultrassonografias, tomografias, microcâmeras e tantas outras técnicas sofisticadas que “investigam” todo o corpo humano em minutos. A maioria delas dispensa cortes e não causa dores.

De acordo com o Guia da Saúde Familiar (Grupo IstoÉ, 2001), muitos cânceres originam-se no revestimento interno de “tubos” orgânicos, como a laringe, a faringe, o esôfago, o estômago e o intestino.

Com o auxílio de fibras ópticas, microcâmeras e outros instrumentos introduzidos no corpo pela boca, nariz, ânus ou pequenas incisões (com anestesia), o médico pode inspecionar cada uma dessas estruturas, reproduzindo imagens em um monitor de televisão.

Outro método bastante usado no diagnóstico dos tumores são as radiografias. As alterações aparecem como manchas e sombras que não deveriam existir. A injeção ou ingestão de algumas substâncias (contrastes ou corantes) facilita ainda mais o registro dessas manchas.

O médico pode, por exemplo, acompanhar o processo digestivo do paciente com a ajuda destas substâncias. Ou pode injetar o contraste numa veia para acompanhar a circulação sangüínea.

A tomografia computadorizada e a ressonância magnética estão entre os métodos-diagnósticos mais modernos. Ambos são realizados com o paciente deitado imóvel numa maca que é inserida num equipamento fechado. Nesses exames, as imagens obtidas são ainda mais claras que as radiográficas. E também é possível usar os contrastes.

Já as ultrassonografias são processos em que uma sonda é deslizada sobre a pele que reveste a região a ser analisada. O aparelho capta ondas de alta-freqüência e as reproduz num monitor, em forma de imagens.

Outra opção diagnóstica são as varreduras isotópicas. O paciente recebe (injeção ou ingestão) uma substância radioativa e é submetido a uma câmara especial. Raios “gama” emitidos reagem com a substância, formando imagens. Da mesma forma como nos métodos anteriores, manchas e sombras indicam alterações.

Além dos aparelhos, o diagnóstico do câncer também requer a realização de diversos exames de laboratório, preconizados por padrões internacionais. Análises do sangue, das fezes, da urina e de células (como as biópsias) são capazes de identificar uma infinidade de alterações orgânicas, entre elas, o câncer.

Por tudo isso, especialistas do mundo inteiro recomendam o acompanhamento médico anual para todos os adultos. Os exames serão solicitados conforme a idade, o sexo, o histórico familiar e as queixas de cada paciente.

Comentários

Comentários