Economia & Negócios

Cesta básica tem queda de 2,4%

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

O valor da cesta básica verificado em Bauru no mês de novembro teve queda de 2,4% em relação a outubro, fechando a R$ 196,77. Em relação a novembro de 2002, no entanto, a soma dos itens básicos é 5,2% maior que o registrado no mês passado. Os números são do Data-ITE, instituto de pesquisas ligado à Instituição Toledo de Ensino (ITE).

Durante o ano, o valor da cesta básica teve aumento nominal de 7,2%. A pesquisa indica que, no mês de novembro, os três grupos pesquisados - alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica - registraram queda. O grupo mais representativo, o de alimentação, que corresponde a cerca de 70% do total, teve redução de 2,4% em relação ao outubro, o que representa quase R$ 4,00 no valor final.

Para o economista Reinaldo César Cafeo, coordenador do Data-ITE, a diferença do preço da cesta em relação a novembro de 2002, embora pequeno, se deve à seqüência de altas verificadas no final daquele ano. “A base de comparação começa a ‘inchar’ na medida em que nesse período do ano passado havia inúmeras incertezas quanto ao futuro do País, e os preços dos produtos retratavam este momento”, aponta.

Em relação ao peso ponderado de cada item, isto é, o quanto a variação de cada produto puxou o valor da cesta para cima ou para baixo, o maior “vilão” do mês de novembro foi o arroz. O produto registrou variação nominal de 9,6%, o que corresponde a uma elevação de 1% no total da cesta. A carne de primeira também registrou elevação ponderada de 0,7%.

Na outra ponta, o frango resfriado inteiro, com queda nominal de 27%, ajudou a puxar o valor da cesta em 1,8% para baixo. O queijo mozarela fatiado teve redução de 29,4%, contribuindo para a cesta cair em 0,7%.

O economista Cafeo também chama atenção para os produtos do grupo de higiene pessoal. De acordo com o Data-ITE, embora os itens tenham registrado queda de 0,1% em novembro, em um ano o aumento foi de 24,8%. “Isso demonstra que as matérias-primas e insumos importados, a tônica desse setor, não tiveram seus preços rebaixados, mesmo com um câmbio mais favorável neste momento do que era há um ano”, avalia.

De acordo com a pesquisa, diversos itens da cesta continuam a apresentar alta discrepância entre os supermercados consultados. O produto campeão do mês é a batata, que chega a apresentar diferença de 253,6% entre os pontos-de-venda visitados. A salsicha avulsa e a cebola são outros itens com discrepância acentuada: 140,7% e 130,8%, respectivamente.

Para Cafeo, a época de final de ano é oportuna para o aumento de produtos de maior consumo nas festas de Natal e Ano Novo. “Se houver moderação no consumo, a tendência é de queda de preços no momento seguinte. A pesquisa de preços continua sendo recomendada”, observa.

Comentários

Comentários