Polícia

Processo de assassinato de menor é arquivado

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

O processo que investigava o assassinato do menor H.R.S., de 16 anos, ocorrido em janeiro de 2001, no Parque Jaraguá, foi arquivado pelo promotor João Henrique Ferreira, da 3.ª Vara Criminal de Bauru. Ele entendeu que os policiais que atiraram contra o rapaz agiram em legítima defesa.

De acordo com ele, a versão apresentada pela Polícia Militar (PM) durante o processo coincidem com as provas levantadas pela defensoria pública. “O exame necroscópico mostrou que havia resquício de chumbo na mão do adolescente e marcas de bala na parede onde os policiais estavam”, explica.

A reconstituição do crime também contribuiu para que Ferreira chegasse a essa conclusão. “Todos os policiais contam a mesma versão para o crime”, diz o promotor. Além disso, o menor era acusado de ter se envolvido em um homicídio e uma tentantiva de homicídio na cidade. “Esse último caso, inclusive, estará indo a júri quinta-feira (amanhã). Além de H.R.S., havia mais duas pessoas envolvidas nele”, salienta.

Desde o início, a família do menor contestou as informações da PM, destacando que o rapaz havia sido confundido com outro morador do bairro. A reportagem do JC tentou localizar a mãe do adolescente, Claudete Fátima de Souza, para falar sobre o assunto, mas ela estava viajando.

O promotor diz que agora não cabe mais recurso no âmbito criminal, mas os familiares ainda podem apelar à Vara Cível por danos.

Entenda o caso

H.R.S. foi morto em uma troca de tiros com a PM no dia 10 de janeiro de 2001, no Parque Jaraguá. Segundo relato dos policiais, eles teriam recebido a informação de que um fugitivo da Febem estava no bairro exibindo uma arma nas imediações.

Uma equipe da Base Comunitária Noroeste da PM foi até o local e encontrou dois rapazes, um deles armado. Eles teriam fugido ao avistar os policiais. H.R.S. teria subido no telhado de uma casa e atirado contra os policiais, que revidaram os tiros.

Ao identificar o rapaz, a polícia constatou que ele não era fugitivo da Febem, mas que teria acusações de envolvimento em homicídios.

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