Em 28/11/2003, na nota “Viagens ao DF”, publicada na coluna Entrelinha, do Jornal da Cidade, um “nilsista” provoca e pergunta qual foi a composição de comitiva que foi a Brasília, tendo gasto R$ 4.677,58. Com certeza, o “nilsista”, acostumado com os desmandos financeiros que assolam a administração municipal instalada no Palácio das Cerejeiras, pensa que todos são como eles, atrasando pagamentos à Funprev, favorecendo alguns fornecedores em detrimento de outros (escândalo da merenda escolar), devendo cifra milionária ao INSS, dando calote em servidores aposentados, beneficiando os donos das empresas de ônibus urbanos com reajuste de 45% na tarifa, criando “cabides de emprego”, atrasando repasse ao plano de saúde etc. etc. etc.
Embora não tenha de dar nenhuma satisfação a este “nilsista”, o Sinserm, em função do Jornal da Cidade ter publicado sua provocação, se sente na obrigação de prestar esclarecimentos aos leitores. A comitiva referida pelo “nilsista” foi composta majoritariamente por servidores públicos e estudantes que participaram de protesto em Brasília contra a reforma da Previdência. Neste dia, milhares de trabalhadores se manifestaram contra essa reforma, que somente beneficiará os banqueiros e os verdadeiros marajás da administração pública. De Bauru, quatro ônibus, com cerca de 180 manifestantes, foram ao Distrito Federal. As despesas com transporte e alimentação foram rateadas entre as entidades representativas dos servidores.
Infelizmente, enquanto os servidores protestavam, o partido de Nilson Costa, o PTB, apoiava e votava a favor desse projeto que ataca todos os servidores públicos e atende às imposições do FMI. O Sinserm se orgulha de lutar e ter lutado contra tal reforma. Enquanto isso, o “nilsista” deve se orgulhar de estar ao lado de um governo que virou as costas para a cidade e para os trabalhadores. Vale lembrar que este “nilsista” somente tomou conhecimento dos gastos do Sinserm em função da entidade publicar, mensalmente, em jornal distribuído a toda categoria dos servidores municipais de Bauru, balanço com as despesas financeiras. A participação na luta contra a reforma da Previdência foi aprovada em assembléias e congressos de trabalhadores.
Seria interessante que o “nilsista” se preocupasse mais com os gastos públicos e divulgasse, por exemplo, a lista dos recém-contratados sem concurso público para cargos comissionados - com seus respectivos salários. A contratação de dezenas de comissionados foi noticiada pela TV Tem na última semana. É assim que Nilson e sua turma torram o dinheiro dos impostos da população? Para terminar: este “nilsista” é um dos que fazem parte desse “cabidão”?
Idelma Corral - RG 10.620.433-6 Diretora - Sinserm