Tribuna do Leitor

Ricardo Vitório


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Há exatamente um ano, você foi tentado, sua fé passou por provações, nossa família foi tocada... dias antes, o meu pesadelo. Naquela madrugada, a realidade. O menino de família humilde que estava trilhando pelos caminhos do futebol - e que futebol, já que todos estes troféus e medalhas em seu quarto não me deixam mentir - e que foi surpreendido pelo destino, que ficou entre a vida e a morte e foi salvo por um anjo motoqueiro, um DJ de São Paulo, que perseguiu os marginais do Fiesta verde musgo, os covardes que fugiram de suas responsabilidades, que deixaram-lhe agonizando com a perna dilacerada...

Mas você foi forte. Permaneceu dois dias sedado. Jesus Cristo operou um milagre em tua vida, meu irmão, já que voltou para sua casa na semana seguinte, ficou somente dois dias de cadeira de rodas e já começou a sustentar-se com muletas, mesmo 18kg mais magro e contrariou a previsão médica e colocou prótese no final de janeiro, o que te proporcionou uma continuidade de vida já que dirige, trabalha, joga bola e dança com ela. Essa é a surpresa para os outros. Um deficiente físico cursando Educação Física? Sim. Essa façanha é para poucos.

Gostaria de deixar os meus calorosos agradecimentos a todos aqueles que nos ajudaram, principalmente os frentistas do Posto Peixinho e o motoqueiro que chamaram o resgate, o pessoal do Hospital de Base, à Estela Rueda, sua sogra e amiga, à família Camacho, que ajudou muito minha família, aos amigos e professores da Unesp, aos amigos do futebol, à Apae, por doar a prótese, já que não temos condições de comprar, a todos da Fisioterapia da USC, enfim, a todos que de alguma forma estiveram presentes no momento mais difícil de nossas vidas. E a você Ricardo, deixo a mensagem de orgulho, dessa força que você teve, caiu, foi reduzido a pó, levantou-se e venceu. Deus escreve certo por linhas tortas.

E a vocês, covardes ocupantes do Fiesta verde musgo, delinqüentes da noite, que no auge de suas maluquices disputavam racha na avenida Nações Unidas na madrugada do dia 7 de dezembro passado, peço que apareçam, já que todos têm responsabilidades civis e penais a cumprir, será que suas mães sabem onde vocês estavam naquela noite? Creio que não, porque mãe de verdade não se torna cúmplice dos crimes cometidos pelos seus filhos. Caso não apareçam, estou tranqüila, pois aprendi que quem deve a Deus paga ao diabo!!! Amo você, Ricardo!

Eloisa Vitório - RG 32.541.666-7

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