Tribuna do Leitor

Renúncia, já


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Com rapidez vertiginosa, os desdobramentos do caso carne da merenda escolar vieram a atingir o próprio cerne do governo municipal. A sociedade bauruense assiste, angustiada e estarrecida, ao completo colapso da credibilidade do governo municipal. O prefeito Nilson Costa não possui, hoje, condições de governar Bauru. Num momento de crise econômica e social profunda, Bauru não tem prefeito. Temos na Prefeitura Municipal uma figura acuada. A sociedade bauruense não mais confia em sua palavra, não mais espera do prefeito nenhuma atitude. Nenhuma atitude, exceto a da renúncia.

Trata-se da única alternativa capaz de assegurar de imediato a governabilidade de Bauru. A crise chegou a seu ponto extremo. Não é por oposicionismo sistemático que eu e a maioria da população vemos na renúncia do prefeito Nilson Costa um imperativo político incontornável.

Às primeiras denúncias de irregularidades no governo Nilson feitas pela imprensa - caso marmitex e evasão de receita DAE - segue-se hoje uma verdadeira avalanche de denúncias e evidências veiculadas por todos os órgãos de opinião de Bauru e Nacional. O Executivo perdeu o crédito da sociedade.

Nilson Costa não consegue mais governar. Que renuncie. A constituição prevê em caso de renúncia do prefeito a posse de seu vice. Este ponto é inquestionável. Caberá ao Dudu Ranieri o desafio de governar Bauru com a verdade e conquistar sustentação política para o exercício pleno do cargo, mostrando-se em sintonia com as exigências de modernização e crescimento que se colocam par a Bauru. Foi o papel de Nilson Costa, aliás, que em campanha eleitoral enfatizou ser do bem, e um programa de mudanças hoje consensual na sociedade bauruense, mas ainda a ser posto em prática.

A gravidade da atual crise política impõe, acima de tudo, um espírito de máxima serenidade e de respeito aos mecanismos legais. Não é momento para exaltações e acertos de contas imaginárias ou paixões ideológicas. O que se coloca neste instante é algo bem mais alto do que divergências conjunturais. Trata-se da governabilidade de Bauru. Trata-se de encerrar da forma mais rápida e indolor possível uma situação insustentável.

Bauru precisa de Prefeito. Precisa de um governo. Já deixou de reconhecer em Nilson Costa uma figura capaz de atender a essa necessidade. A superação da crise exige sua renúncia.

Joaquinzinho - ex-candidato a prefeito e consultor de Seguros Transportes Internacionais

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