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Sambódromo terá feira sextas à noite

Da Redação
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A partir desta semana, todas as sextas-feiras à noite haverá feira livre no Sambódromo. Cerca de 50 feirantes de Bauru e região vão montar barracas de hortifrutigranjeiros e outros produtos na pista do samba, das 17h às 21h. Será a 29.ª feira da cidade e a segunda realizada à noite - a outra é a realizada na Regional do Mary Dota.

A informação é do diretor de Abastecimento da Secretaria Municipal de Agricultura (Sagra), Eduardo Bianconcini Teixeira Mendes. Ele lembra que a proposta de fazer feira à noite no Sambódromo foi do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Sudeste, que visava dar mais uso ao espaço em função dos problemas de segurança no local, como a presença de usuários de droga e vandalismo.

“Muita gente gosta de comprar na feira, mas não tem tempo de fazer isso durante o dia. Então, a feira noturna é uma boa opção de compras e também de lazer para quem gosta de pastel frito na hora ou só passear”, diz Mendes. Mesmo quem vai à feira apenas para comer um pastel acaba comprando mais alguma coisa, segundo ele. “Vê uma fruta e acaba levando. Olha uma verdura e compra para o dia seguinte”, diz.

A feira noturna vai atender, principalmente, a região do Núcleo Geisel, Parque das Camélias, Flamboyant’s, Jardim do Contorno e Jardim Nicéia. “Temos muitos alunos da da Unesp (Universidade Estadual Paulista) que moram na região do Geisel e gostam de comprar e freqüentar feira, mas como trabalham não podem fazer isso durante o dia”, conta Moisés Bastos, presidente da Associação dos Feirantes de Bauru.

Ele está apostando na feira noturna no Sambódromo. “Além de comprar verduras, frutas, ovos, artesanatos e outros produtos, é um lugar para o relex do final do dia, um local para comer pastel e encontrar conhecidos”, diz.

Bastos adianta que a proposta da associação é oferecer mais atividades. “Estamos solicitando à Secretaria de Cultura o caminhão-palco para apresentar-se na feira”, conta. Outra proposta da associação, para todas as feiras da cidade, é o Espaço Cultural, uma banca na qual artistas podem apresentar seus trabalhos. “É um espaço que estamos abrindo para a apresentação de livros, quadros, selos, revistas e outros trabalhos”, ressalta Bastos.

Até o mês passado, antes de ser utilizado para a realização dos testes práticos para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de carro e moto, o Sambódromo era bem pouco usado, lembra o diretor de Abastecimento da Sagra.

“A Secretaria de Agricultura cadastrou cerca de 50 feirantes que trabalham com verduras, legumes e artesanato e fez contato com a Lesec (Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas), que é a permissionária do espaço do Sambódromo. Acertamos para que a feira seja realizada todas as sextas-feiras”, conta Mendes.

O tenente Willan Carlos Padovini, comandante da Base Comunitária Sudeste, aprova a realização da feira noturna. “Vai evitar a ociosidade do espaço e, quem sabe, essa feira não servirá de inspiração para a utilização do Sambódromo mais dias por semana”, especula.

Ele afirma que os policiais têm feito patrulhamento constante na região do Sambódromo e os problemas de segurança foram reduzidos. “Mas é um local complicado porque de um lado nem portão tem, o que facilita a entrada de pessoas”, diz. Padovini conta que vai reforçar o policiamento da região nos dias de feira. “Vamos fazer o policiamento ostensivo a pé e isar a Base Móvel na feira e incrementar o policiamento nas proximidades para dar segurança a quem deixa o carro estacionado”, frisa.

Para a realização da feira, a Secretaria da Agricultura está providenciando melhoria na iluminação do Sambódromo e a demarcação dos espaços onde serão instaladas as bancas. A secretaria, que organiza as feiras livres da cidade, cobra uma taxa anual dos feirantes pelo uso do solo, de cerca de R$ 48,00, de acordo com Mendes.

A maior feira de Bauru é a realizada na rua Gustavo Maciel, na área central, aos domingos pela manhã. São cerca de 150 barracas de produtores e vendedores. O diretor de Abastecimento da Sagra lembra que a pasta, em parceria com a Associação dos Feirantes e com a Microlins Informática, está realizando a campanha Natal sem Fome em todas as feiras de Bauru.

“Até o dia 20 estamos arrecadando alimentos não perecíveis nas feiras. Quem colaborar concorre a curso de informática”, diz. As doações serão repassadas à Associação de Pais e Mestres dos Excepcionais (Apae) de Bauru.

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