A mãe de Itamar Rivas Vasconcelos, 27 anos, que morreu no início da manhã de domingo no Parque Jaraguá com um tiro na nuca, não acredita que seu filho tenha sido vítima de um disparo acidental ao limpar sua arma, conforme foi divulgado pela polícia. Ela afirma que ele era usuário de drogas e deve ter sido morto por alguém que estava em sua residência.
Por volta de 6h de domingo, Vasconcelos tentou pedir socorro na casa de sua irmã. Ele estava ensangüentado e soltava sangue pela boca. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial, o padastro do rapaz, Jaime de Oliveira Correia, comentou que a vítima estaria limpando uma arma de fogo quando esta disparou e o atingiu. No entanto, nenhuma arma foi encontrada pela polícia.
A mãe do rapaz, Jorgina Alves Vasconcelos, afirma que seu filho não foi vítima de disparo acidental nem cometeu suicídio. “Não foi roleta russa nem ele se matou. O tiro foi na nuca, eu sei que o mataram. Foi alguém que entrou na casa e atirou nele”, diz.
Ela comenta que ele vivia sozinho, próximo de sua residência. “Ele era usuário de drogas. Não tenho como afirmar que ele não tinha problemas com ninguém porque nunca fiquei sabendo de nada, de nenhuma ameaça”, comenta.
De acordo com ela, havia mais duas mulheres na casa da vítima no momento em que o tiro foi disparado. “Tinha gente na casa, eram duas mulheres. Na hora em que aconteceu, elas saíram gritando, os vizinhos viram. Mas ninguém sabe quem é”, afirma Jorgina.
A delegada-adjunta da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Cíntia Maria Quaggio, responsável pelo caso, afirma que as investigações estão sendo realizadas e ainda não há informações concretas que podem ser divulgadas. Foi requisitado o exame residuográfico de Vasconcelos, para verificar se havia resquícios de pólvora em suas mãos, indicando que ele seria o autor do disparo. O laudo ainda não foi concluído.