O juiz da 1ª Vara Criminal, Benedito Antonio Okuno, aplicou pena de oito anos de reclusão ao réu José Eduardo Moreira por três tentativas de homicídio praticadas numa só ocorrência em abril de 2001. O rapaz atirou contra três policiais, após roubar o escritório de uma farmácia, localizada no cruzamento da avenida Duque de Caxias com a rua Rio Branco. Ele foi preso na seqüência.
Só a tentativa de assalto já lhe rendeu pena de três anos e quatro meses, que está sendo cumprida na Penitenciária de Pirajuí, onde deve permanecer. O tempo de reclusão só não foi maior porque Moreira não feriu os policiais ao alvejá-los com arma de fogo.
De acordo com o promotor do júri de Bauru, João Henrique Ferreira, o juiz fixou pena de 14 anos para o réu. Porém, como o crime não se consumou, a condenação foi estabelecida em oito anos.
“No total, ele vai cumprir pena de 11 anos e quatro meses (somados as duas penas). Sendo crime hediondo, terá de cumprir pelo menos dois terços”, informa o promotor, que esperava condenação entre oito e dez anos.
Ferreira defendeu junto aos jurados que Moreira tinha a intenção de acertar os policiais ao disparar contra eles, embora a defesa do réu tenha alegado o contrário. Do total de sete jurados, apenas dois concordaram com o advogado de Moreira, Paulo Roberto Ramos.
Tanto o promotor quanto a defesa do rapaz têm cinco dias para recorrer da condenação e do total da pena. “Ainda não estou certo do recurso. O julgamento foi importante tendo em vista os vários atentados contra policiais. A condenação vem ao encontro do desejo de punição desses marginais, que têm confrontado a Polícia”, diz Ferreira.