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Sobram quase 2 mil vagas nas Emeis

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Sobraram 1.930 vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) de Bauru, apesar do desespero de pais que enfrentaram até chuva nas filas formadas durante a primeira fase de matrículas, encerrada há uma semana. A Secretaria Municipal de Educação disponibilizou 4.798 vagas nas 45 unidades que atendem crianças de 2 anos e meio a 6 anos. Quase 60% foram preenchidas.

As 40% restantes serão ofertadas novamente na segunda fase de matrículas, programada para ocorrer a partir do dia 2 de fevereiro. De acordo com a diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Rosângela Aparecida Zago Tirapelli, a rede ainda dispõe de vagas para todas as séries, do minimaternal à pré-escola.

A única exceção é a escola Aracy Pelegrina Brazoloto, instalada na Vila Dutra, que já está com todas as vagas preenchidas. “Estamos com uma licitação para ampliar (a escola). Na região, existem mais uma Emei e uma creche (para onde outras crianças do bairro serão conduzidas em caso de necessidade)”, informa Tirapelli.

De acordo com ela, sempre que a demanda de alunos é superior a quantidade de vagas por série, as crianças são remanejadas para a escolas mais próximas. Mesmo com as sobras, nem todas as crianças foram atendidas nas Emeis de preferência dos pais, situação que pode se repetir na segunda fase de matrículas.

As vagas remanescentes foram identificadas principalmente na pré-escola e no maternal 2, que atendem alunos de 6 e 5 anos, respectivamente. Porém, 70% da procura são para o minimaternal e maternal 1, destinados a crianças de até 3 anos. Vagas para todas as séries voltarão a ser ofertadas a partir de fevereiro nos dois período, das 7h30 às 11h30 ou das 13h às 17h.

“Sessenta por cento dos pais preferem matricular seus filhos à tarde. Nem todos conseguem, mas durante o ano letivo dá para fazer a troca”, explica Rosângela, para quem toda a demanda de matrículas na educação infantil foi atendida.

Fila

“Não havia necessidade de fila. Percorremos todas as Emeis e falamos (aos pais) que não havia necessidade. É a ansiedade da população com medo de não ter vagas. Sinal que nossas escolas são boas”, conclui a diretora.

Confirma a qualidade de ensino Ângela de Campos Franco, que não se arrepende de ter enfrentado fila para matricular seu filho de 3 anos na Emei Márcia Biguetti, no Núcleo Mary Dota.

“Quando entrei para fazer a matrícula, só restavam duas vagas. Se eu deixasse para depois, não iria conseguir vaga lá. A outra Emei fica fora de mão. Ninguém facilita a vida da gente”, reclama a mãe, que há seis anos enfrentou o mesmo problema para matricular seu filho mais velho.

Os irmãos agora integram a rede municipal de ensino infantil, que atende quase 13 mil crianças ao todo. Aproximadamente 8.500, já alunos das Emeis, participaram do processo de rematrícula e também estão com as vagas garantidas.

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Creches

A solicitação de vagas para as Escolas Municipais de Educação Infantil Integrada (Emeii), as creches, ainda podem ser feitas até o dia 15. Estas unidades atendem crianças de 6 meses a 6 anos, que permanecem na escola em período integral.

A Secretaria Municipal de Educação está disponibilizando cerca de 120 vagas em cada uma das seis unidades da cidade, mas em menos de seis meses deverá abrir mais mil para atender todas as crianças das listas de espera. O prazo foi determinado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, que pretende beneficiar quatro mil menores que aguardam vaga.

Na tentativa de acatar a determinação judicial, a administração municipal já publicou no Diário Oficial do Município (DOM) um processo de licitação para ampliação de três creches, informa a diretora do Departamento de Educação Infantil, Rosângela Aparecida Zago Tirapelli.

“Estamos tentando aumentar o atendimento em no mínimo 20% em cada creche ampliada. Ainda não temos um levantamento sobre quantas vagas serão abertas. Os números serão divulgados até o fim da próxima semana”, explica.

As matrículas dependem de uma triagem realizada por assistentes sociais, que analisam a situação dos pais.

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