Apesar de forte, a chuva da madrugada e manhã de ontem não chegou a causar estragos em Bauru, que está vivendo um início de dezembro bastante úmido. Nos primeiros nove dias caíram 142,7 milímetros de chuva na cidade, 70% do esperado para o mês todo, que é de 202 milímetros.
A previsão do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) para os próximos dias é de mais chuva. Hoje e amanhã o tempo deve ficar com nebulosidade variável, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, principalmente à tarde e à noite. Na sexta-feira, uma nova frente fria deve chegar ao Estado de São Paulo trazendo chuvas e trovoadas.
Porém, ainda é precipitado afirmar que dezembro está sendo atípico porque ainda faltam 20 dias para terminar o mês, ressalta Ana Beatriz Porto da Silva, meteorologista do IPMet. “É bem provável que neste mês chova mais que a média, mas também pode ocorrer de termos menos chuva daqui para frente”, explica.
Estatística do IPMet mostra que em dezembro do ano passado choveu 261 milímetros em Bauru, um pouco acima do previsto. Já no ano anterior, a quantia acumulada no mês foi de 151 milímetros e em 2000, de 171 milímetros. Em 1998 e em 1999 choveu bem menos que o esperado para o mês: 43,5 e 60,5 milímetros, respectivamente.
A chuva da madrugada, a mais forte, deixou alguns pontos críticos da cidade, como a avenida Duque de Caxias sob o viaduto da rodovia Marechal Rondon, alagados. “Tivemos vários acidentes de trânsito, sem gravidade, e um ônibus chegou a ser invadido pela enxurrada no viaduto da Duque. Mas o maior estrago foi nas ruas de terra”, diz Álvaro de Brito, coordenador municipal da Defesa Civil.
Também acumulou bastante água na avenida Nações Unidas sob o viaduto da linha férrea, mas não foi necessário interditar o local. “Colocamos a simulação em prática. Policiais do trânsito, bombeiros e funcionários da Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) acompanharam a chuva e até desviaram o trânsito em alguns pontos alagados, mas não houve necessidade de interdição”, diz Brito.
Alagamento
No Núcleo Nova Bauru, uma casa ficou alagada porque a galeria de escoamento água da chuva da quadra 2 da rua José dos Santos Garcia estava entupida. A dona da casa, Roseli do Espírito Santo Gomes, afirma que todos as vezes que chove forte sofre com o problema.
Sem encontrar saída, a água da chuva entrou na casa. “Toda vez que chove é assim. O asfalto já está todo quebrado por causa da água. Não dá para passar nem de carro nem a pé quando chove, e depois que a água baixa, fica todo este barro”, afirma.
O diretor administrativo da Regional São Geraldo, Antônio José Schiavo, afirma que a galeria está entupida porque os moradores jogam entulho nas ruas, que é carregado para a rede pluvial pela enxurrada. “A galeria é grande, mas fica tampada com o lixo. Hoje (ontem) à tarde, quando a chuva diminuir, nós vamos tentar mandar uma equipe lá para tirar o entulho, diz.
O maior estrago foi nas ruas de terra, segundo o coordenador da Defesa Civil. “A Sear (Secretaria Municipal das Administrações Regionais) está trabalhando para recuperar essas ruas, mas a terra está muito molhada. Ruas que são trajetos de ônibus, acessos a núcleos de saúde e escolas têm prioridade. A população deve ligar para a Regional responsável por seu bairro para pedir a recuperação da rua”, orienta Brito.