Uma das vantagens apontadas pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo para realizar o processo de terceirização é a possibilidade de economizar os valores que são pagos atualmente para alugar prédios que possam servir como arquivo.
Segundo a assessoria de imprensa do TJ, as despesas com aluguel de 25 prédios no Estado giram em torno de R$ 100 mil por mês. “Isso sem contar o que é gasto com água, luz e telefone, além dos funcionários que trabalham diretamente com os arquivos e serão deslocados para as varas que estão com defasagem de pessoal”, lembra o diretor técnico da divisão de arquivo do Tribunal, José Roberto Ferreira.
O órgão não divulgou, porém, quanto será pago para que a empresa faça a manutenção e gerenciamento dos processos. “Foram feitos estudos para verificar se a terceirização era viável ou não e chegou-se à conclusão que sim”, afirma Ferreira.
A Comarca de São Paulo já possui o arquivo terceirizado. Outras 306, que englobam cerca de mil cartórios, serão atendidas pela licitação promovida pelo TJ.
A empresa que será responsável pela guarda dos processos disponibilizará um prédio com 3.000 metros quadrados de área construída, com capacidade para armazenar 1,1 milhão de caixas, cada uma com até mil folhas. O prédio, de sete andares, conta com equipamentos de controle de temperatura, sensores a laser contra incêndio e plataformas hidráulicas para carga e descarga. Além do TJ, a empresa tem como clientes bancos, companhias de seguro e indústrias.