O delegado Seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, afirma que o registro ou porte de arma de fogo no município já segue normas rígidas antes mesmo da aprovação do Estatuto do Desarmamento, tanto que neste ano foram emitidos somente nove autorizações de porte e registrada apenas uma arma.
Ele explica como é o procedimento para que uma arma de fogo seja registrada. “Se a pessoa preenche os requisitos objetivos exigidos, como bons antecedentes e emprego fixo, passa a ter o direito de fazer o registro. Eu, por cautela, faço uma entrevista e tento convencê-la que a arma pode trazer prejuízos”, revela.
Com relação ao porte de arma, as exigências são ainda maiores. “Há requisitos objetivos e subjetivos, que são muitos, além de uma taxa de R$ 200,00 e da entrevista que é feita comigo. Há várias alegações apresentadas pelos candidatos, como necessidade de transportar dinheiro ou possuir uma fazenda”, conta o delegado.
O coronel da reserva Nilson Giraldi afirma que a restrição precisa ser feita em razão da falta de conhecimento dos usuários. “O Brasil não tem nenhum curso que prepare o cidadão para reverter uma situação de inferioridade. Os agressores não atuam sozinhos e se você reagir pode até matar um deles, mas morre. O bandido tem sempre a iniciativa, a surpresa e para ele a lei não vale nada”, diz.